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SNCF : Movimento de greve está a perder força

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Dois dos quatro sindicatos da SNCF desejam continuar a greve JEAN-SEBASTIEN EVRARD / AFP

Em França, a inter-sindical dos ferroviários começa a perder força, devido a divisões internas. Uma divisão que se deve - em grande parte - ao facto de alguns sindicatos estarem cansados da luta, sem obtenção de resultados palpáveis.

 


É o fim da greve unitária na SNCF, Companhia dos Caminhos de Ferro Franceses. Dois dos quatro sindicatos da Inter-sindical desejam parar a greve "pura e dura".

Lançado a 3 de Abril, contra a privatização dos caminhos de ferro franceses, e a futura mudança de estatuto dos maquinistas, o movimento social tem perturbado o funcionamento normal dos comboios franceses, dois dias por semana. Mas a "união sagrada" acabou por ceder, e o Secretário geral da CFDT ( Confederação Francesa de Trabalhadores) Laurent Berger, afirmou hoje que gostaria que a greve termine antes no dia 28. Em entrevista à televisão CNews, o dirigente sindical afirmou ter havido avanços concretos nas negociações com o Governo, não se justificando a continuação do movimento. E também, "porque as férias  são um momento um pouco sagrado".

Outra formação sindical, a UNSA ( União Nacional dos Sindicatos Autónomos) anunciou igualmente sair do movimento de greve até ao dia 28 deste mês.

Restam dois sindicatos, defensores da linha dura : A CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), próxima do Partido Comunista, que vai continuar a greve, nomeadamente nos dias 6 e 7 de Julho, dias de partida de férias duma grande parte de franceses. E o sindicato Sud ( iniciais de Solidários, Unitários e democráticos).

Com metade dos sindicatos desmobilisados, o movimento social dos caminhos de ferro franceses encaminha-se para o fim. Neste momento, apenas 10% dos grevistas continuam a manifestar o seu descontentamento, fazendo greve.