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França : Debate televisivo divide os Franceses

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Emmanuel Macron, presidente francês, durante a entrevista a 15 de Abril de 2018 em Paris. www.rfi.fr

As reacções à entrevista televisiva do Presidente Emanuel Macron, ontem à noite, são inúmeras, e mostram que a França continua dividida quanto ao seu Presidente, quanto à sua acção, e mesmo quanto às respostas dadas aos jornalistas Edwy Plenel (Mediapart), e Jean-Jacques Bourdin (BFM TV).


O debate televisivo entre o Presidente Emmanuel Macron e dois jornalistas - Edwy Plenel, e Jean-Jacques Bourdin - continua a dar que falar, e mostra que a França está dividida: Uns afirmam que o Presidente não respondeu claramente às perguntas; outros afirmam, pelo contrário, que o Presidente conseguiu esclarecer os Franceses quanto às suas principais preocupações: Impostos, reforma, greve dos caminhos de ferro, ataque contra fábricas de produtos tóxicos na Síria.

Algumas pessoas interrogadas, e alguns actores políticos lamentaram hoje a agressividade dos dois jornalistas, que ultrapassou - por vezes - o âmbito do debate contraditório, para entrar em ataques pessoais, que o Presidente Macron denunciou imediatamente.

A nível do mundo político, muitos são os que consideram que a entrevista não passou duma encenação, um combate de boxe, um debate sem revelações importantes.

O Primeiro Secretário do Partido Socialista, Olivier Faure, afirmou hoje que "foi uma encenação dum Presidente que não consegue restabelecer o diálogo com os Franceses". Jean Luc Mélenchon, líder do partido França Insubmissa, saudou o trabalho dos dois jornalistas, e afirmou que "nem ouviu as respostas do Presidente, mas apenas as perguntas dos jornalistas". Para o líder do Partido comunista francês, Pierre Laurent, o chefe de Estado teve grandes dificuldades em responder às perguntas incisivas dos dois jornalistas.

À direita, Damien Abad, um dos Vice-presidentes do Partido Os Republicanos, afirmou que o Presidente Macron "não perdeu o Norte, durante o debate, mas não mediu ainda o clima social actual".

Entretanto, Christophe Castener, delegado geral do partido En Marche, sublinhou que o Presidente mostrou "ter poder de encaixe, e força no contra-ataque", quando isso se torna necessário.