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Países do sul da Europa juntos no desafio da imigração

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Os países do sul da Europa reuniram-se na cimeira nesta quarta-feira, 10 de Janeiro, em Roma, Itália. REUTERS/Remo Casilli

Os líderes de sete países do sul da Europa chegaram a um acordo nesta quarta-feira, na IV Cimeira dos Países do Sul da União Europeia, em Roma, para enfrentarem juntos o desafio das migrações em massa para o velho continente.


O Presidente francês, Emmanuel Macron, que acabava de chegar de uma visita de três dias à China, reconheceu a "forte visão comum" entre os países do sul da Europa sobre dois temas-chave: o futuro da União Europeia e a crise migratória.

Os chefes de Estado e de governo dos países do sul da Europa ; Itália, França, Espanha, Portugal, Grécia, Chipre e Malta assinaram uma declaração na qual se comprometem a defender uma "política europeia comum sobre a imigração".

Os países do sul, incluindo Itália e Grécia, lamentam a reticência de alguns de seus aliados na Europa, como Polônia ou República Tcheca, a receber os imigrantes que desembarcam nos respectivos territórios.

"Devemos lutar juntos para estabelecer uma política de imigração que seja comum e que seja solidária, especialmente com os países que recebem importantes fluxos migratórios", assegurou o primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, durante uma conferência de imprensa conjunta.

Para enfrentar a falta de solidariedade, a Itália decidiu assinar acordos controversos com milícias líbias. Os resultados estão à vista e a chegada de migrantes diminuiu em 35%.

"Sem dúvida que obtivemos em 2017 resultados positivos: nos pontos externos, na gestão dos movimentos migratórios e na luta contra o tráfico de seres humanos. Sabemos, no entanto, que estes resultados devem continuar a ser consolidados", afirmou o primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni.

Para Emmanuel Macron é necessário mais solidariedade e regras comuns; "precisamos de reforçar os elementos de solidariedade para melhor proteger as nossas fronteiras, ir ao encontro de uma gestão comum de asilo a prazo mas em harmonia com as nossas regras. Permitindo simultaneamente melhorar e proteger as fronteiras e também gerir os fluxos migratórios".

Tema que esteve na agenda do encontro bilateral entre Emmanuel Macron e Paolo Gentiloni no final desta manhã. Porque se a Itália continua a ser o país que mais recebe migrantes, a França ocupa um lugar igualmente importante nesta escala já que, nas palavras do presidente francês, a França registou um aumento recorde nos pedidos de asilo.

Declarações do primeiro-ministro italiano e do Presidente francês 11/01/2018 ouvir