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Faixa de Gaza - Acordo de reconciliação em perigo

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Azzam al-Ahmad, do Fatah (à direita), e Saleh al-Aruri, do Hamas (à esquerda), assinam um acordo de reconciliação - Cairo, 12 de Outubro de 2017. KHALED DESOUKI / AFP

A reconciliação entre os dois movimentos palestinianos rivais - o Hamas e o Fatah - está de novo em perigo, e o sindicato da função pública, próximo do Hamas, lançou hoje uma greve na faixa de Gaza.O movimento de greve lançado pelo sindicato da função pública, em Gaza, está a ser relativamente seguido: Escolas, hospitais, e Ministérios estão fechados.


O Hamas, que controla a faixa de Gaza há dez anos, exige o reconhecimento de 55.000 funcionários da administração, e reclama a integração dos seus efectivos pela autoridade Palestiniana. Este movimento radical estima que é a Autoridade Palestiniana que deve pagar os salários dos seus funcionários, enquanto não existe uma administração unificada.

Mas este é apenas o mais recente episódio da luta entre dois movimentos políticos palestinianos com estratégias diâmetralmente opostas quanto à politica nos territórios palestinianos, e quanto ao Estado de Israel.

Recorde-se que em Outubro deste ano, os dois principais movimentos rivais palestinianos - o Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, e o islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza há dez anos - tinham anunciado a assinatura de um acordo. Com efeito, o Hamas, tinha aceite retirar-se da gestão da função pública, em nome da unidade nacional.

Mas há uma semana, o governo da Autoridade Palestiniana "esqueceu-se" desse ponto do acordo do mês de Outubro, e não pagou as somas reclamadas pelo Hamas. Como resposta, o Hamas recusou transferir para Ramallah os impostos pagos por Gaza, e a situação entre os dois movimentos rivais voltou a ficar tensa.