rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Iraque Atentado Grupo Estado Islâmico Haider al-Abadi

Publicado a • Modificado a

Iraque: atentado mortífero em Bagdade

media
O bairro Karrada de Bagdag após o atentado.03 de Julho de 2016 REUTERS/Khalid

Um terrorista kamikaze dos jiadistas do Daech explodiu uma viatura armadilhada , neste domingo, num bairro comercial de Bagdade. Segundo fontes iraquianas, o atentado causou a morte de pelo menos 119 pessoas. O acto terrorista poderia ser um dos mais mortíferos ocorrido na capital iraquiana no  decurso deste  ano.


O atentado foi cometido nas primeiras horas da manhã, numa rua muito frequentada do bairro de Karrada, onde muitos habitantes efectuavam as compras para a festa que assinala o fim do ramadão,mês sagrado dos muçulmanos. Segundo fontes médicas e  responsáveis pelos serviços de segurança ,pelo menos 119 pessoas morreram. Este ataque tem lugar uma semana depois dos jiadistas do grupo Estado Islâmico terem perdido a cidade de Falluja , um dos seus bastiões, à 50 kms de Bagdade.

O Primeiro-Ministro iraquiano, Haider al-Abadi  deslocou-se  ao lugar do atentado e  prometeu uma punição severa aos responsáveis pelo acto terrorista , cuja potente deflagração provocou incêndios em vários prédios e lojas nas  imediações. Num comunicado publicado  na  internet, o Daech afirmou que um  kamikaze iraquiano tinha explodido uma viatura armadilhada  no meio de habitantes xitas de Bagdade, comunidade maioritária no Iraque, considerada herética pelos jiadistas.

As autoridades iraquianas assinalaram também a ocorrência de uma outra explosão, no bairro Al -Chaab, no norte de Bagdade, que resultou num morto e quatro feridos. Não se sabe quem está na origem deste segundo atentado.

Esta série de atentados por parte do Daech, coincide com as recentes derrotas militares dos jiadistas que têm sido forçados a abandonar cidades ocupadas no Iraque, desde 2014. O Presidente francês , François Hollande, qualificou o atentado no bairro Karrada, de  trabalho de "criminosos desprezíveis", bem como reiterou a determinação da França  em combater os jiadistas aonde quer  que eles se encontrem.