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Israel/África: milhares de migrantes expulsos

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O primeiro-ministro israelita Benyamin Netanyahu, a 3 de Janeiro de 2018 em Jerusalém. REUTERS/Tsafrir Abayov/Pool

38 000 ilegais serão forçados a deixar Israel. O Estado hebreu propõe 3 000 euros aos clandestinos em causa para deixar o país, a maioria são eritreus e sudaneses que entraram no território provenientes da península do Sinai.


O Conselho de ministros israelita aprovou hoje este plano. Benyamin Nethanyahu, o chefe do executivo, lembrou o facto do seu país manter uma fronteira terrestre com África, no caso a península egípcia do Sinai, pelo que alega imporem-se o que qualifica de duas boas acções.

"A primeira boa acção foi termos construído um muro de protecção, uma barreira contra infiltrações massivas no país a partir de África. Graças a este grande esforço reduzimos as infiltrações ilegais em Israel a zero".

"Penso que é importante que as pessos percebam que o que fazemos é perfeitamente legal e indispensável. Os infiltrados têm uma opção clara: cooperar e partir de forma voluntária, respeitável, humana e legal. Ou então utilizaremos outros meios ao nosso alcance também eles legais. Espero que eles escolherão cooperar."

Alocução de Benyamin Netanyahu 03/01/2018 ouvir

Os migrantes candidatos ao regresso recebem uma ajuda de 3 000 euros. Os que recusarem partir arriscam-se a ser presos.

Este plano israelita suscitara em Novembro preocupação junto das Nações Unidas. O Alto comissariado para os refugiados, ACNUR, lembrou que Israel "tem obrigações legais no que diz respeito à protecção dos refugiados".