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Angola: Saúde e Educação paralisados no Huambo

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Imagem de Ilustração. RFI

Os Sindicatos dos Trabalhadores da Saúde, Administração Pública e Serviços do Huambo (STSAPSH) e da Educação decretaram greve a partir de hoje até ao dia 8 de Junho, com o objectivo de pressionar o Governo a resolver a situação dos 726 funcionários da saúde e dos mais de 2 mil professores na Província com salários suspensos pelo Ministério das Finanças desde Abril último.


A informação foi recolhida pela RFI no comunicado final publicado pela Assembleia-geral dos associados à organização sindical que tem como secretário provincial Félix Ulica.

Félix Ulica assegura que "a partir das 7 horas e 30 segundos desta quinta-feira, os centros de saúde, repartições e hospitais municipais, bem como o Hospital Central do Huambo, estarão encerrados para o atendimento normal dos utentes."

Prevê-se a paralisação dos serviços de internamentos, medicina, cirurgia, pediatria, consultas externas, radiografia e laboratório.

O mesmo organismo adiantou ainda que "enquanto durar a greve apenas funcionarão os serviços de urgências das unidades de referências, para atender pacientes em estado de saúde delicado."

Os participantes à Assembleia apelaram à participação massiva à greve de todos os funcionários do sector na Província, em gesto de solidariedade para com os afectados.

O Presidente do STSAPSH, Félix Ulica, explicou que depois de várias tentativas de negociação com a entidade empregadora, a organização vai partir para a greve como última alternativa para resolver a situação dos funcionários do sector suspensos do sistema financeiro do Estado, tendo em conta o atraso que se verifica na reposição da regularidade.

Para Ana Silepo, uma das médicas locais:Apesar de o sector da saúde ser uma área muito sensível, por lidar com vidas humanas, não temos outra saída a não ser a greve para resolver o problema dos nossos filiados que se encontram há dois meses sem receber os seus ordenados, facto que está a condicionar seriamente a estabilidade socioeconómica dos mesmos, pondo em perigo as suas vidas”, justificou.

Por seu turno, os professores do ensino geral na Província do Huambo cumprem desde quarta-feira uma greve de três dias com o mesmo propósito. Dois mil e 80 docentes têm os salários suspensos em consequência da medida do Ministério da Finanças.

No âmbito do processo de recadastramento dos funcionários públicos, aprovado pelo Decreto Executivo Conjunto n.º 537/15, de 4 de Setembro, o Ministério das Finanças suspendeu o pagamento do salário do mês de Abril de 64 mil funcionários públicos em todo o país que se encontram em situação de irregularidade ou por ausência no local do trabalho para licença de formação, junta médica, ou por terem dupla efectividade na função pública, entre outras situações.

Mais pormenores com o nosso correspondente em Angola, Daniel Frederico.

Correspondência de Daniel Frederico 31/05/2018 ouvir