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Angola: carta aberta à CNE exige fim das ilegalidades

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Luaty Beirão, activista luso-angolano Cristiana Soares/RFI

 

Cinco cidadãos angolanos entre os quais Luaty Beirão escreveram uma carta aberta à CNE pedindo o fim das irregularidades no processo eleitoral.


Os juristas angolanos Luis do Nascimento e Fernando Macedo, a cidadã Laura Henriques de Macedo, e os "rappers" activistas Luaty Beirão e "Mbanza Hamza" (condenados no âmbito do processo que ficou conhecido por "15+2") apresentaram esta quinta-feira (13/07) uma carta aberta à Comissão Eleitoral Nacional, para denunciar as irregularidades, ilegalidades e violações à lei no processo eleitoral em curso.

Luaty Beirão 14/07/2017 ouvir

A campanha eleitoral com vistas às eleições gerais de 23 de Agosto arranca oficialmente dia 21 de Julho, mas entre os seis partidos e coligações concorrentes, cinco estão a ter dificuldades em obter os fundos disponibilizados pelo governo para o pleito eleitoral.

A carta aberta ontem entregue denuncia o "favoritismo" dos meios de comunicação social públicos a favor do candidato do MPLA, o general e ministro da defesa João Lourenço, que está em pré-campanha desde Fevereiro, à custa do erário público, e "está-se a ver violações, iguais às anteriores [ eleições gerais de 2012] e a CNE mantém-se impassível...não há ninguém a quem se chame a atenção, ninguém que seja penalizado, niguém que seja multado", afirma Luaty Beirão.

O "rapper" e activista Luaty Beirão que decidiu voluntariamente não "dar prova de vida" pelo que não vai votar, afirma ainda que cerca de três milhões de eleitores inscritos em 2012 não "fizeram prova de vida" durante o registo efectuado pelo Ministério da Administração Eleitoral, pelo que não irão votar.

Estão inscritos para as eleições de 23 de Agosto 9 milhões 317 mil 294 eleitores, o que representa paneas 39% da população angolana estimada em 29 milhões.