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Madagáscar Protestos Andry Rajoelina Marc Ravalomanana Hery Rajaonarimampianina

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Tensão em Madagáscar: quarto dia de protestos

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Os confrontos resultaram em dois manifestantes mortos e outros 16 feridos, segundo o balanço provisório de fonte hospitalar. RIJASOLO / AFP

Várias centenas de apoiantes da oposição malgaxe voltaram a manifestar-se esta terça-feira, pelo quarto dia consecutivo. Na Praça 13 de Maio, coração de Antananarivo, exigem a demissão do presidente do país.


"Um ambiente explosivo" é desta forma que o jornal malgaxe a Gazette de la Grande Île define a situação no terreno. Milhares de pessoas saíram ontem às ruas da capital em protesto contra a repressão mortal na marcha antigovernamental de sábado.

A oposição malgaxe continua o seu braço-de-ferro com o presidente Hery Rajaonarimampianina, ao manifestar-se em massa na segunda-feira, em Antananarivo, para denunciar a repressão da marcha anti-governo de sábado passado.

Milhares de pessoas, ao longo de todo o dia, reuniram-se na Praça 13 de Maio, coração da capital, para homenagear as vítimas dos violentos confrontos de há dois dias.

Os principais líderes da oposição, Marc Ravalomanana e Andry Rajoelina, juntaram-se à multidão.

No sábado, uma marcha da oposição, precisamente, na Praça 13 de Maio, proibida pelas autoridades degenerou numa batalha de rua entre manifestantes e polícia.

Segundo o balanço provisório de fonte hospitalar, os confrontos resultaram em dois manifestantes mortos e outros 16 feridos. Por seu lado, deputados da oposição, acusam a polícia e o exército de terem disparado balas reais e falam em, pelo menos, cinco mortos.

A sete meses da primeira volta das tão desejadas eleições gerais, os adversários do Governo do presidente Rajaonarimampianina, acusam-no de querer silenciar a oposição. Denunciam a recente adopção de novas leis eleitorais que, segundo eles, visam favorecer o poder.

Na noite de domingo, recém-regressado do estrangeiro, o chefe de Estado acusou os seus rivais de tentativa de golpe de Estado. Na televisão e nas redes sociais, pediu ao "povo malgaxe para se acalmar" e apontou o dedo à oposição, que designou de "arruaceiros e aqueles que incitam ao ódio e aos confrontos, com o objectivo de provocarem um banho de sangue".