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Apagões em São Tomé e Príncipe continuam

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Cidade de São Tomé. Imagem de arquivo. Ruth McDowall / AFP

Na véspera da comemoração da independência de São Tomé e Príncipe, o país continua em ruptura de combustíveis e os apagões persistem. Um navio angolano da petrolífera angolana SONANGOL só deve chegar esta sexta-feira para reabastecer o arquipélago.


O gasóleo e o petróleo, usados pela maioria da população para cozinhar, esgotaram, no início da semana, em São Tomé e Príncipe. A empresa de electricidade (EMAE), que funciona com base em centrais térmicas, também teve de racionalizar o fornecimento de energia aos seus clientes.

A escassez tem provocado uma enorme procura e, nalguns casos, filas nas gasolineiras. 

A única abastecedora de combustíveis, a empresa ENCO - que pertence à petrolífera angolana SONANGOL – anunciou que um navio chega esta sexta-feira para reabastecer o centro da ENCO, localizado na cidade de Neves, no norte da ilha de São Tomé.

Devido a nova programação e racionalização do fornecedor que é Angola, o combustível não tem chegado ao país em quantidade suficiente para colmatar as necessidades. Nos últimos tempos, Angola tem estado a exigir o pagamento em tempo útil de combustível. O executivo são-tomense honrou uma parte da dívida que tem com Angola relativamente ao fornecimento de combustível. Por outro lado, o governo está a negociar com as autoridades angolanas e a Sonangol a possibilidade de aumentar a quantidade de combustível fornecida a São Tomé e Príncipe para evitar rupturas.

Oiça aqui a reportagem de Maximino Carlos, em São Tomé.

Reportagem de Maximino Carlos 11/07/2019 ouvir

Até ao final do ano passado, São Tomé e Príncipe viveu uma grave crise de fornecimento de energia eléctrica com apagões constantes e prolongados.

Nos últimos meses de 2018, a situação agravou-se e, descontentes com a falta de eletricidade, houve habitantes a montar barricadas em vários pontos do país, a incendiar pneus e a cortar o trânsito.