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São Tomé: crise energética sem solução à vista

Por Isabel Pinto Machado

A ilha de São Tomé vive uma grave crise de penúria de energia elétrica, pois  entre 2013 e 2014 o país produziu mais de 16 megawatts/ano, mas este ano a produção caiu para 7 megawatts, produzidos pela Empresa de Água e Electricidade - EMAE.

A EMAE estima serem necessários entre 18 e 20 megawatts para abastecer a população em energia, produzida exclusivamente por geradores, que consomem mensalmente 1 milhão de dólares de combustível fornecido por Angola, soma que a EMAE não pode pagar, pois a tarifa de electricidade paga pelos utentes chega apenas para pagar o pessoal.

A localidade de Lembá, a norte da capital, onde se encontra o depósito de combustível da Enco, esteve isolada nos últimos 4 dias, pois a população ergueu barricadas em protesto contra a escassez de energia, o que praticamente bloqueou a ilha.

Para o economista sãotomense Zeferino Ceita a responsabilidade desta crise energética é política e técnica, pois o programa "Energia para Todos" lançado pelo então primeiro-ministro Patrice Trovoada, deveria ter priorisado a manutenção dos geradores existentes e não a aquisiçao de novos.