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Governo São Tomé e Príncipe ADI MLSTP-PSD Coligação Evaristo Carvalho Primeiro-ministro

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São Tomé e Príncipe à procura de primeiro-ministro

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Evaristo Carvalho, candidato da ADI às eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe RFI/ Liliana Henriques

Olinto Daio recusa chefiar um governo da ADI, que tem maioria simples no parlamento, alegando falta de coesão e de condições favoráveis a uma governação sustentàvel, o partido vai propor outro nome ao Presidente Evaristo Carvalho.

 


O Presidente Evaristo Carvalho deverá até quarta-feira (29/11) indigitar o próximo primeiro-ministro que formará o novo governo, dado que o mandato do actual termina a 29 de Novembro.

Tudo indica que será uma figura do ADI, tendo em conta que este partido venceu as legislativas de 7 de Outubro com a maioria simples de 25 dos 55 deputados.

A Aliança Democrática Independente vai propor ao Presidente da República, outro nome para primeiro-ministro depois de este sábado (24/11) Olinto Daio ter recusado chefiar o próximo executivo.

Maximino Carlos, correspondente em São Tomé 25/11/2018 ouvir

Olinto Daio, ministro da Educação, Cultura, Ciências e Comunicação declinou o convite da ADI para chefiar o próximo executivo, alegando a necessidade de consensos sobre os assuntos mais candentes do país, referindo-se também à questão da unidade nacional.

A ADI não tem a garantia de sustentabilidade parlamentar, mas pretende formar o governo como partido vencedor.

O MLSTP/PSD que obteve 23 deputados e a coligação PCD/MDFM/UDD que conseguiu eleger 5, assinaram um acordo de incidência parlamentar e com fins governativos, que lhes garante a maioria absoluta de 28 deputados no parlamento e esta nova maioria jà avisou que chumbará no parlamento um governo minoritário da ADI.

O empresário António Monteiro do Movimento de Cidadãos de Caué que tem 2 deputados, afirmou ontem (24/11) que vai apoiar esta nova maioria, que assim totalisará 30 deputados.

Na auscultação aos partidos políticos com assento parlamentar a maioria entende que o MLSTP-PSD e a coligação devem governar, mas face ao actual cenário político, algumas correntes politicas defendem como alternativa um governo de unidade nacional ou de base alargada.

O próprio chefe de Estado chamou a atenção para a busca de consensos permanentes sobre as questões prioritárias de governação.