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Economia Orçamento Parlamento Crise política Patrice Trovoada

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São Tomé e Príncipe aprovou Orçamento 2018

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Patrice Trovoada, primeiro-ministro são-tomense. Miguel Martins/RFI

O parlamento são-tomense aprovou hoje na generalidade o Orçamento geral do Estado para 2018, com votos da ADI, partido no poder. A oposição voltou ao hemiciclo após a conturbada sessão sobre a eleição dos juizes do Tribunal constitucional.


A aprovação ocorreu na Assembleia nacional com 32 votos da ADI, Acção democrática independente, a favor do documento.

Votou contra toda a oposição perfazendo 14 votos: 9 do MLSTP-PSD, Movimento de libertação de São Tomé e Príncipe -  e 5 do PCD, Partido da convergência democrática.

A oposição retomava, desta feita, a sua presença no parlamento após as sessões conturbadas que tinham marcado a meados de Janeiro a eleição dos juizes para o Tribunal constitucional, validado meramente pela ADI, partido no poder.

O MLSTP-PSD, através de Jorge Amados, líder parlamentar, denunciou um "debate orçamental bastante pobre" alegando que o governo não estivera em condições de responder às perguntas colocadas pela oposição.

Por seu lado Levy Nazaré, deputado da ADI, alegou que o seu partido "não era perfeito" nem sabia tudo e estava aberto a contribuições da oposição.

O primeiro-ministro Patrice Trovoada frisou este ser o "Orçamento possível", tendo  em conta  a  conjuntura  interna  e  externa  do pais, com o arquipélago a oito meses de eleições legislativas e autárquicas.

O orçamento  está  avaliado em  mais de113 milhões de Euros  e  prioriza  os  sector  da educação, energia, saúde  e  infraestrutura .

Confira aqui a reportagem de Maximino Carlos na capital são-tomense.

Correspondência de São Tomé e Príncipe 08/02/2018 ouvir

No  seu reaparecimento  ao  parlamento  após  a  confusão  instalada  com a  eleição  dos  juízes  do  Tribunal  Constitucional, a  oposição  aproveitou  o  momento  para  questionar  o  governo  sobre  os  três  anos  de  governação.

Os  lideres  parlamentares  das  três  principais  forças  politicas ( ADI, MLSTP-PSD e  PCD), teceram  no  final  comentários  difusos   sobre  a   plenária  de  dois  dias  em que também  se  discutiu  e  aprovou  Grandes Opções  do  Plano.