rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

São Tomé e Príncipe Meio Ambiente combustíveis Poluição

Publicado a • Modificado a

EMAE refere ter detectado origem do derrame de gasóleo

media
Sede da EMAE, Empresa de Água e Electricidade, em São Tomé. RFI/Liliana Henriques

A direcção da Empresa de Água e Electricidade de São Tomé e Príncipe diz ter encontrado a origem do vazamento de gasóleo que se verifica há largas semanas no leito do riacho junto da central térmica de Santo Amaro, nas imediações da capital, São Tomé. De acordo com a EMAE, trata-se da acumulação de resíduos de combustível.


Ao cabo de pesquisas no terreno e depois de num primeiro tempo referir não ter encontrado a origem desta ocorrência, a EMAE refere que o derrame relaciona-se com a acumulação de resíduos de combustível durante um período de aproximadamente sete a oito anos. Segundo Mário Sousa, Director Geral da EMAE, "o erro está na origem, ou seja na concepção da central", não tendo sido antecipada a hipótese de resíduos se acumularem no solo, uma eventualidade que, promete o Director Geral da EMAE, vai ser corrigida de modo a evitar que o gasóleo se volte acumular.

Refira-se que esta situação inédita levou certos habitantes da zona a garimpar o combustível apesar de avisos do ministro que tutela o ambiente quanto ao perigo da prática e igualmente da má qualidade do combustível e aos danos que pode provocar nos equipamentos. Relativamente ao impacto ambiental, para além de habitantes se terem queixado do desaparecimento de certas espécies de peixes no riacho poluído com combustível, agricultores locais referem que as suas culturas foram destruídas com o gasóleo a jorrar do solo, uma situação perante a qual o PCD, na oposição, pediu um inquérito sobre o que acredita ser um "crime ambiental".

Mais pormenores com Maximino Carlos.

Maximino Carlos, correspondente da RFI em São Tomé e Príncipe 31/10/2017 ouvir