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Portugal Voto Eleições legislativas

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Número recorde de portugueses chamados a votar

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Escola Secundária José Falcão, Coimbra. 6 de Outubro de 2019. PAULO NOVAIS/LUSA

Quase 11 milhões de portugueses são chamados a votar nas eleições legislativas. Os apelos ao voto foram repetidos por todos os líderes partidários e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisou que os próximos quatro anos não vão ser fáceis, sublinhando a importância de os portugueses saírem do comodismo e fazerem a sua escolha.


Numas eleições com o maior número de eleitores de sempre – mais de 10 milhões e 800 mil – devido ao recenseamento automático dos residentes no estrangeiro, os apelos ao voto têm marcado todos os discursos oficiais. Afinal todos têm presente os quase 70% de abstenção nas últimas eleições europeias de Maio.

Este domingo, a afluência às urnas está a ser bastante superior a essa, mas até ao meio dia tinham votado, apenas, cerca de dois milhões de eleitores, o que dá uma percentagem a rondar os 19%.

A afluência eleitoral às 16h era de 38,58%, inferior à de 2015 à mesma hora. Nas legislativas de 4 de Outubro de 2015, a participação eleitoral era, à mesma hora, de 44,3%.

Os apelos ao voto foram repetidos por todos os líderes partidários: de António Costa do PS a Rui Rio do PSD (ambos a mostrarem-se muito confiantes e tranquilos), passando por Jerónimo de Sousa do PCP, Catarina Martins do Bloco de Esquerda e Assunção Cristas do CDS.

O Presidente da República que, na tradicional mensagem que dirige ao país na véspera das eleições, já tinha avisado que os próximos quatro anos não vão ser fáceis, voltou a sublinhar hoje, quando foi votar, a importância de os portugueses saírem do comodismo e fazerem a sua escolha.

Marcelo rebelo de Sousa insiste que “vão ser anos que não vão ser fáceis. Quando há uma guerra comercial e financeira em curso ,e que se pode agravar, entre potencias mundiais; quando há uma relação difícil entre o Reino Unido e a União Europeia; quando há um novo ciclo na vida da União Europeia com novos líderes; tudo isso pode levar a uma desaceleração da economia mundial e que chega a todos os países, incluindo Portugal”.

Quatro anos em que o voto de hoje vai ter um efeito fundamental” apontou.

De resto, a votação tem corrido com normalidade: registaram-se apenas duas tentativas de boicote mas sem grande expressão a nível nacional.

Em causa, está a eleição dos 230 deputados da nova Assembleia da República de onde sai o próximo Governo.

As urnas fecham às 19 horas (hora local) no continente e uma hora mais tarde nos Açores pelo que as primeiras sondagens à boca das urnas só são divulgadas depois dessa hora.

Oiça aqui a reportagem de Anabela Góis, em serviço especial para a RFI.

Reportagem de Anabela Góis 06/10/2019 ouvir