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Qatar: atletas e operários queixam-se do calor

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Estação de metro em construção para o Mundial de futebol de 2022, a 11 de Abril de 2019, em Doha, no Qatar. Amer Ghazzal / Barcroft Media via Getty Images

O Qatar recebe actualmente o Campeonato do mundo de atletismo com fortes críticas de atletas devido ao calor extremo que estaria na origem de um número recorde de abandonos na maratona feminina, por exemplo. Neste cenário surgem denúncias das condições de trabalho dos operários nas obras em curso visando o Mundial de futebol de 2022.


O mercúrio tem estado acima dos 30 graus, com 70% de humidade, mas pode subir até aos 45 !

A maioria dos operários das obras do emirado são trabalhadores asiáticos como lembra Hiba Zayadin, da ong de defesa de direitos humanos Human Rights Watch.

"Vimos maratonistas a cair ao chão por causa das condições extremas de calor e de humidade... isso dever-nos-ia lembrar que os trabalhadore estrangeiros trabalham arduamente 12 horas por dia nestas mesmas condições, ou ainda piores.

E a pouca protecção de que beneficiam é uma proibição de trabalhar no verão entre as 11h30 e as 15h... mas isso só diz respeito aos meses mais quentes do ano."

Por seu lado o diário britânico The Guardian publica um estudo científico de acordo com o qual o calor mata centenas de trabalhadores estrangeiros anualmente nas obras no Qatar, enquanto o emirado fala em "mortos naturais".

Qatar: atletas e operários sufocam com o calor 03/10/2019 ouvir