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Milhares de jovens de todo o mundo em greve pelo clima

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Manifestação de jovens em Greve pelo Clima em Bangkok, na Tailância, neste dia 20 de Setembro. REUTERS/Soe Zeya Tun

Centenas de milhares de jovens de todo o mundo têm respondido ao apelo da ambientalista sueca Greta Thunberg e hoje estão a participar na greve mundial pelo clima. O movimento iniciado pela jovem activista em 2018 foi ganhando importância nos últimos meses, havendo cada vez mais organizações estudantis a organizar greves pelo clima nos seus respectivos países.


Hoje, 5 mil eventos envolvendo não só os jovens como também os seus pais têm sido organizados em simultâneo pelo mundo fora. Na Austrália, mais de 300 mil pessoas participaram em concentrações em vários pontos do país, milhares de pessoas desfilaram nas Filipinas, centenas de pessoas participaram numa manifestação em Joanesburgo na África do Sul, milhares de jovens aqui em França também não foram às aulas para participar na greve pelo clima, uma jornada especial cujo ponto culminante será uma mega-manifestação organizada hoje em Nova Iorque para marcar o pontapé de arranque de uma série de iniciativas a serem organizadas nos próximos dias a nível mundial em torno do clima.

Desde já, amanhã Nova Iorque vai acolher a Primeira Cimeira da Juventude para o Clima e, na Segunda-feira, a Cimeira Internacional sobre o Clima reunirá na sede da ONU líderes mundiais para reflectirem sobre meios de combater os efeitos nefastos das mudanças climáticas. Para Francisco Ferreira, presidente da organização ambientalista portuguesa ZERO, a mobilização da juventude é um importante meio de pressão sobre os líderes mundiais.

Francisco Ferreira, presidente da organização ambientalista portuguesa ZERO 20/09/2019 ouvir

Depois da assinatura em 2015 do Acordo de Paris sobre o clima estipulando que sejam tomadas medidas para, até 2100, limitar o aumento da temperatura global a +1,5°C em relação à média do século XIX, o mundo tem tropeçado nas dificuldades em concretizar estes objectivos. Para além da ruidosa saída dos Estados Unidos deste acordo em 2017, as notícias sobre a evolução do clima e as suas consequências já visíveis não são auspiciosas. De acordo com os últimos dados divulgados por peritos da ONU, até agora os compromissos assumidos a nível mundial ainda fazem aumentar a temperatura de 3°C, sendo que para se cumprir o objectivo plasmado no Acordo de Paris, esses mesmos peritos afirmam que seria necessário o mundo conseguir tornar-se neutro em carbono em 2050.