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Cenário de caos nas Bahamas com a passagem de Dorian

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Ventos violentos sopram sobre Ocean Hill Boulevard em Freeport, na ilha principal do arquipélago das Bahamas, neste 2 de Setembro de 2019. © Lou Carroll via REUTERS

Dorian, furacão que passou hoje da categoria 5 -a máxima- para a categoria 4, continua esta Segunda-feira a varrer as Bahamas onde já provocou ontem danos sem precedentes. Até ao momento, não houve indicação oficial de eventuais vítimas neste arquipélago de 700 ilhas, das quais 30 são habitadas, a Cruz Vermelha falando contudo em impacto catastrófico e em pelo menos 13 mil casas destruídas pelas chuvas torrenciais e pelos ventos próximos de 300 km/hora.


Dirigindo-se aos seus concidadãos, Hubert Minnis, Primeiro-Ministro das Bahamas endereçou uma mensagem de pesar. "Este é provavelmente o dia mais triste da minha vida ao dirigir-me aos cidadãos das Bahamas. Enquanto médico, aprendi a enfrentar muita coisa, mas nunca semelhante fenómeno. Estamos perante um furacão nunca vista na história das Bahamas" constatou o chefe do governo das Bahamas ao acrescentar que "Muitos habitantes decidiram permanecer em suas casas. E na cidade de West End, algumas continuam a recusar partir. Apenas posso dizer o seguinte: espero que esta não seja a última vez que ouvem a minha voz. Que Deus os proteja." Ao referir que "Toda a zona em volta da cidade de March Harbour nas ilhas Abaco se encontram já debaixo da água", o chefe do governo local revelou ainda que "em certos bairros, já não se sabe onde termina a estrada e onde começa o oceano sem que esta zona tenha ainda sido varrida pelo olho do ciclone". Oiçam aqui.

Primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, com tradução de Leonardo Silva 02/09/2019 ouvir

Entretanto, depois de alguns dias de incerteza quanto à trajectória exacta do furacão, o sudeste dos Estados Unidos está agora a preparar-se para a chegada de Dorian que é considerado como a maior tempestade do Atlântico a chegar a terra desde 1935. Vários Estados, Flórida, Geórgia e Carolina do Sul ordenaram a evacuação de centenas de milhares de residentes. De acordo com a Cruz-Vermelha americana, o furacão poderia afectar um total de 19 milhões de habitantes dessas zonas, sendo que 500 mil poderiam ficar sem tecto.

Após uma reunião hoje com os responsáveis dos serviços de urgência, o Presidente americano Donald Trump considerou que "uma boa parte da costa leste iria ser impactada" e que "uma parte o seria muito, muito severamente".