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CDU/SPD resistem a avanço da extrema direita em eleições em 2 estados da ex-RDA

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Extrema direita faz tremer coligação CDU/SPD nas eleições de hoje em Brandenburgo e Saxónia na Alemanha John MACDOUGALL / AFP

Os alemães votaram hoje em eleições em dois estados da ex-RDA, Brandenburgo e Saxónia, onde os sociais democratas do SPD e os conservadores da CDU, que governam coligados, em Berlim, conseguiram resistir ao avanço duma extrema direita avassaladora, contrariando sondagens que os colocavam em situação difícil.


Eleições decisivas e complicadas hoje em dois estados na Alemanha, Brandenburgo e Saxónia, que ficam na ex-RDA, com a coligação CDU/SPD, em dificuldades, mas resistindo ao avanço da extrema direita da AfD.

Estas eleições que decorrem no leste da Alemanha reunificada poderiam ser segundo as sondagens um duro revés pelos sociais democratas do SPD, que governam, por exemplo, há 30 anos em Brandenburgo.

Mas os sociais parecem ter resistido e estariam à frente duma extrema direita que mesmo assim faz tremer os partidos tradicionais.

Segundo os primeiros resultados veiculados pela televisão alemã, a CDU estaria à frente na Saxónia com  32% dos votos e a extrema direita da Alternativa para a Alemanha, em segunda posição com 27,5% dos votos.

Só que a CDU perdeu 7,4% em relação às eleições de 2014, enquanto a extrema direita que há 5 anos tinha 10%, obteve agora 27,5% dos votos, na Saxónia. 

Em Brandenburgo, feudo do SPD, os sociais democratas garantem o primeiro lugar com 27,5% e a extrema direita também aqui surge em segundo lugar com 22,5%.

O partido da extrema direita AfD, Alternativa para a Alemanha, era dado nas sondagens com cerca de 24% dos votos em termos globais, mas com 27,5%na Saxónia e 22,5%, em Brandenburgo, na prática, passa a ter um papel de verdadeira força da oposição.

E está em condições de influenciar as próximas eleições nos outros estados federados e também nas eleições federais na Alemanha.

O certo é que com este avanço da extrema direita aumenta as dificuldades do SPD e da CDU nos governos estaduais de Brandenburgo e Saxónia e no governo federal em Berlim.

Sem falar em problemas a nível interno do próprio SPD que tem o seu congresso marcado para setembro, estando praticamente sem uma direcção partidária.

Antes dos resultados, o Politólogo angolano, residente, em Bona, Orlando Ferraz, realçava uma forte afluência às urnas o que significa que os alemães nestes dois estados querem uma mudança, que favorecerá um avanço da extrema direita.

Orlando Ferraz, Politólogo angolano residente em Bona sobre eleições em 2 Estados da Alemanha 01/09/2019 ouvir

Mais tarde já com os números divulgados por mídias na Alemanha, o politólogo, Orlando Ferraz, afina a sua análise, sublinhando que à luz dos resultados, a CDU e a extrema direita, têm uma maioria absoluta, e se a Alternativa para a Alemanha, não fosse um partido racista, é um facto que faria parte dos governos estaduais.

Politólogo Orlando Ferraz, em Bona, analisa avanço da extrema direita na Alemanha 01/09/2019 ouvir