rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Hong Kong Prisioneiros Violência Deputados revolução dos guarda-chuvas China África Lusófona

Publicado a • Modificado a

Prisões e proibição da manifestação de sábado em Hong Kong

media
Jovens manifestantes após conferência de imprensa de activistas presos e soltos a 30 de agosto em Hong Kong Lillian SUWANRUMPHA / AFP

Em Hong Kong várias figuras do mundo da política e da sociedade civil, como 2 activistas do Movimento de guarda chuvas de há 5 anos foram hoje e ontem detidos pela polícia, como medida de pressão depois da proíbiçao da mega manifestação que estava marcada para amanhã. Os 2 activistas foram entretanto soltos. 


Mais 2 parlamentares pró-democracia, foram hoje presos em Hong Kong, indicou o seu partido Paixão Cívica, passando para 3 o número de deputados sob custódia policial.

Foram também detidas duas grandes figuras do Movimento dos guarda chuvas, Joshua Wong e Agnes Chow, de 22 anos. Mas, horas depois acabaram por ser libertadas sob caução.  

Segundo associações tal não passa de tentativa de amordaçar a oposição, após a proíbição da grande manifestação de amanhã, sábado.

Os 2 parlamentares, No Nok-hin e Jeremy Tam foram detidos por obstrução à polícia, depois da detenção ontem do deputado, Cheng Chung-tai.

A região semi-autónoma de Hong Kong atravessa há 3 meses a sua pior crise desde a sua devolução à China em 1997 pelos britânicos.

Tem havido praticamente manifestações quase todos os dias e há cada vez mais prisões e derrapagens tanto do lado dos manifestantes mais radicais como da polícia que reclama material mais pesado para se defender.

Braço-de-ferro entre executivo e manifestantes de Hong Kong

A grande manifestação que estava prevista para amanhã tinha como objectivo comemorar o 5° aniversário da recusa de Pequim em organizar eleições por sufrágio universal em Hong Kong, decisão que esteve na origem do Movimento dos guarda chuvas de 2014. 

Na altura o movimento bloqueou durante 79 dias o coração financeiro e político de Hong Kong.  

Não se sabe como é que as coisas vão evoluir porque há um braço de ferro entre os manifestantes e o poder executivo de Hong Kong, apoiado por Pequim e que não quer aceitar as revindicações da rua.

Os manifestantes dizem por seu lado estarem dispostos a morrer se não obtiverem as suas reivindicações nomeadamente a anulação da lei que permite expulsão de críticos contra o regime de China ou a abertura dum inquérito sobre abusos policiais.

Violência, prisão de parlamentares e proíbição da manifestação em Hong Kong 30/08/2019 ouvir