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Crise energética acentua-se em Portugal

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Greve prossegue em Portugal. MÁRIO CRUZ/LUSA

À medida que as horas passam, a crise energética em Portugal vai ganhando dramatismo. O governo admite alargar hoje ao fim da tarde a requisição civil de camionistas para todo o país, face ao possível incumprimento dos serviços mínimos.


Até este momento vigora uma requisição civil para efeitos de cumprimento do abastecimento de combustível à zona sul do país e aeroportos. No entanto são cada vez mais os casos de camiões conduzidos por agentes da GNR e Forças Armadas.

O porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas assegura que os camionistas não vão cumprir a requisição civil por solidariedade para com os camionistas forçados a executar os serviços pelas autoridades. O sindicato insiste que os trabalhadores não vão cumprir mais de 8 horas de trabalho diário.

Em quase 200 postos de abastecimento do interior do país já não há combustível fora da rede de emergência, revelou o Ministro do Ambiente e da Transição Energética. No Aeroporto de Lisboa, o fluxo de combustíveis ainda obriga a medidas de restrição. Vários sectores da economia, do comércio à agricultura, manifestam apreensão com uma possível ruptura nos fornecimentos de combustível até ao final da semana, que inclui um feriado nacional e uma viragem de quinzena.

Dos últimos minutos, surge a notícia de que os camionistas desafiam as empresas de transporte para uma reunião de emergência a ter lugar na tarde de amanhã com o objectivo de acabar com a greve.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirma que um eventual incumprimento dos serviços mínimos pelos motoristas de matérias perigosas obrigará o Governo a decretar a requisição civil nas regiões onde ainda não o fez.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, admitiu que não estão a ser cumpridos esta quarta-feira os serviços mínimos na Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima. E reitera que o Governo alargará a requisição civil caso se mantenha esta situação.

Cresce a tensão na refinaria da Galp de Matosinhos. Cada vez mais motoristas recusam os serviços mínimos. Camiões seguem em coluna sob forte escolta policial. Churrascada anima as hostes e estimula espírito de grupo.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, disse hoje, em conferência de imprensa, que existem 197 postos sem qualquer combustível no espaço rural, mas nenhum deles pertence à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA).

O porta-voz dos motoristas de matérias perigosas, Pedro Pardal Henriques, garante que os camionistas não vão cumprir a requisição civil por uma questão de solidariedade para com os colegas que foram notificados pelas autoridades.

Pardal Henriques desafia ANTRAM para encontro esta quinta-feira.

Confira aqui o apontamento de José Pedro Frazão.

Correspondência de Portugal 14/08/2019 ouvir