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Portugal Crise energética Requisição civil Greve Motoristas de matérias perigosas

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Crise energética em Portugal

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Elementos da GNR, junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), durante a greve por tempo indeterminado dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias, Azambuja, 12 de agosto de 2019. ANTÓNIO COTRIM

O Conselho de Ministros eletrónico determinou a aplicação da requisição civil devido ao incumprimento dos serviços mínimos em algumas zonas do território. Portugal assinala hoje o primeiro dia de greve, por tempo indeterminado, dos motoristas de matérias perigosas.


O incumprimento dos serviços mínimos em algumas zonas do território, levou o Conselho de Ministros electrónico a determinar a aplicação da requisição civil em algumas zonas do país.

Portugal vive o primeiro dia de greve por tempo indeterminado dos motoristas de matérias perigosas.

Os motoristas de matérias perigosas reivindicam junto da associação patronal - Antram - o cumprimento do acordo assinado em Maio, que prevê uma progressão salarial. Os motoristas denunciam, ainda, a não-valorização salarial durante 20 anos.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte também se associou ao protesto.

O Governo começou por decretar serviços mínimos e declarar crise energética. Porém, ao fim do dia, acabou por avançar com a requisição civil, denunciando o incumprimento nos serviços mínimos.

O primeiro-ministro português, António Costa, adiantou que estão a ser realizados transportes conduzidos pelas forças de segurança. O presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, acusa o Governo e as empresas de não estarem a respeitar o direito à greve.

No final do encontro que manteve com o primeiro-ministro, o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou a importância de serem salvaguardados os "direitos fundamentais, a segurança e a normalidade constitucional".