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Irão pode enriquecer urânio a níveis proibidos

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Behrouz Kamalvandi, responsável da Organização iraniana de energia atómica em declarações aos jornalistas. Tasnim News Agency/Handout via REUTERS / Hamed Malekpour

O Irão confirmou, este domingo, que pode, dentro de horas, começar a enriquecer urânio acima dos níveis permitidos pelo programa nuclear de 2015. Teerão ameaça ainda libertar-se de outras obrigações no prazo de 60 dias.


O porta-voz da Organização iraniana de energia atómica diz que será apenas necessário algum tempo para aperfeiçoar questões técnicas, e o Irão estará pronto para enriquecer urânio acima de 3,67 por cento.

Behrouz Kamalvandi não especificou qual o nível de enriquecimento de urânio que o seu país vai utilizar.

No entanto, referiu que recebeu ordens no sentido de o fazer tendo em conta as necessidades do país.

Este sábado, o conselheiro do guia supremo iraniano fez saber que as necessidades do Irão, em termos de “actividades pacíficas” correspondem a níveis de urânio enriquecido a 5 por cento.

Recorde-se que as relações entre Teerão e Washington se têm degradado desde que os Estados Unidos abandonaram, de forma unilateral, o acordo internacional sobre o nuclear iraniano, alcançado em maio de 2018 em Viena.

A tomada de posição iraniana, deste domingo, surge como uma resposta às sanções americanas contra o Irão, restabelecidas por Donald Trump.

A atitude de Teerão foi já criticada pela comunidade internacional.

O presidente francês condenou uma possível violação do acordo de Viena pelo Irão.

No entanto, Macron espera que, até 15 de julh,o o diálogo seja retomado entre todas as partes, uma data fixada, aliás, com o seu homólogo iraniano este sábado.

Mais pessimista está o primeiro-ministro israelita. Netanyahu considera a atitude iraniana é “muito perigosa”, e, em sede de conselho de ministros, exortou as grandes potências a imporem “duras sanções” ao Irão.