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Hong Kong quer lei de extradição de opositores para China

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Manifestantes esta quarta-feira, em Hong Kong, contra lei de extradição, para a China comunista REUTERS/Athit Perawongmetha

O dia de hoje ficou marcado por confrontos entre forças da ordem e manifestantes em Hong Kong, que denunciavam o debate em torno duma proposta governamental de lei de extradição no Parlamento local. A lei prevê que opositores que tenham criticado no passado o regime do partido comunista chinês sejam extraditados para a China.


Hong Kong viveu esta quarta-feira, (12), um dos piores momentos de violência desde a sua retrocessão à China, com a polícia, reprimindo manifestantes, protestando contra uma lei de extradição que abrange críticos ao regime comunista chinês.

Dezenas de milhares de manifestantes trajados de negro, na sua maioria jovens, desceram hoje às ruas de Hong Kong, para denunciar uma proprosta de lei do governo, debatida no Parlamento local, que permite extraditar pessoas para a China continental.

A polícia interveio com gás lacrimogéneo e gás pimenta contra os manifestantes que lançaram pedras contra as forças da ordem, registando-se confrontos que provocaram vários feridos e prisões.

O debate no Parlamento, acabou por ser suspenso, mas o governo de Hong Kong, pró-China, não decidiu anular definitivamente o debate da lei de extradição, que se for para a frente poderá penalizar opositores extraditados para a China, que continua a ser uma ditadura de partido único comunista.

A manifestação veio na continuidade duma gigantesca manifestação de domingo que decorreu na calma sem incidentes entre manifestantes e a polícia.

Para nos explicar os meandros desta lei de extradição e o enquadramento das duas manifestações, ouvimos, José Carlos Matias, Director do jornal Plataforma Macau.

José Carlos Matias, Director do jornal Plataforma Macau sobre confrontos em Hong Kong 12/06/2019 ouvir

Por cá na Europa, a União europeia, apelou a "respeitar" os direitos dos manifestantes de Hong Kong, dizendo partilhar, as suas precupações, declarou num comunicado, Maja Kocijancic, porta-voz  da chefe da diplomacia europeia.