rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Brexit Theresa May Boris Johnson Reino Unido Eleição Votação Conservadores

Publicado a • Modificado a

Reino Unido: lançada campanha para sucessão de Theresa May

media
Theresa May apoiada por militantes do Partido Conservador Anthony Devlin/Pool via REUTERS

 

Na sequência da demissão de Theresa May da liderança do Partido Conservador e a partir de finais de Julho do cargo de primeira-ministra com 11 candidatos em liça para a sua sucessão.


Hoje é o dia em que os 11 candidatos à liderança do Partido Conservador ou Tory (oito homens e duas mulheres) têm de garantir os apoios necessários para entrar na eleição interna, após a demissão sexta-feira (07/06) de Theresa May.

Mas três anos após o referendo que ditou o Brexit, o partido está dividido e ficou em quinto lugar nas eleições europeiais no final de Maio, lideradas no Reino Unido pelo Partido do Brexit do populista Nigel Farage.

Os 27 países da União Europeia, já reiteraram que não tocariam no acordo de saída do Reino Unido concluido em Novembro de 2018 entre Londres e Bruxelas e rejeitado por três vezes pelos deputados britânicos.

E como quem suceder a Theresa May à frente do partido também se torna primeiro-ministro, as campanhas começaram finalmente a falar de mais assuntos para além do Brexit, agendado para 31 de Outubro, dado que os deputados conservadores vão eliminando os candidatos numa série de votos, até que restem apenas dois.

Até 29 de Julho os 160.000 membros do partido conservador devem designar o vencedor e Theresa May assumir a transição até lá.

Bruno Manteigas, correspondente em Londres 10/06/2019 ouvir

Boris Johnson - pró Brexit sem acordo e dado como favorito - prometeu reduzir os impostos, tapando o buraco no orçamento com o dinheiro que o governo poupar quando sair da União Europeia.

Esther McVey prometeu descongelar e aumentar os salários de enfermeiras, professores e polícias.

Dominic Raab quer proteger o ambiente com mais investimento em energias limpas.

Mas hoje os olhos estavam todos em Michael Gove, que está sob grande pressão para desistir depois de ter admitido que consumiu cocaína quando era jovem, mas apesar disso oministro do ambiente disse estar determinado em continuar na corrida.

Eu admiti que cometi um erro. Eu também acredito que, quando cometemos um erro e nos rebaixamos, não devemos ficar em baixo, mas devemos refletir no nosso erro. E foi o que eu fiz.”

Outro dos favoritos, o ministro dos Negócios Estrangeiros Jeremy Junt, ganhou dois apoios importantes dentro do governo, Penny Mordaunt, ministra da Defesa, uma eurocética, e Amber Rudd, ministra do Trabalho, pró-europeia, mostrando que consegue unir duas alas opostas do Partido Conservador.

O verdadeiro teste será convencer os deputados e militantes conservadores.

A primeira votação acontece já esta quinta-feira (13/06), os dois finalistas deverão ficar apurados na próxima semana, mas o vencedor final só será conhecido no final de Julho.