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ONU diz que rebeldes saem de portos no Iémen que contesta

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Rebeldes hutis numa carrinha na retirada do porto de Salif e de Hodeida no Iémen REUTERS/Abduljabbar Zeyad

O porto de Hodeida, no oeste do Iémen, onde os rebeldes hutis começaram a retirar-se segundo a ONU, está no coração de um braço de ferro com as forças pró-governamentais a tentar reconquistá-lo. As pró-governamentais são apoiadas por uma coligação militar liderada pela Arábia saudita, enquanto os hutis dizem estarem a ser marginalizados.


O primeiro dia da retirada dos combatentes iémenitas hutis de 3 portos do Mar Vermelho desenrolou-se "em conformidade com os planos estabelecidos", considerou, hoje, o chefe da Missão da ONU de apoio ao acordo de Hodeida.

"Os 3 portos foram controlados simultaneamente por equipas das Nações Unidos, enquanto as forças militares se retiravam e a guarda costeira garantia a segurança", declarou o general, Michael Lollesgaard, que preside o Comité de coordenação de reinstalação.

Este "redimensionamento" unilateral inicial" diz respeito aos portos de Salif, de Rass Issa e de Hodeida.

O porto de Salif serve para escoamento de cereais, o de Rass Issa é um terminal petrolífero e pelo porto de Hodeda transita uma boa parte da ajuda humanitária destinada às populações à beira da fome.

O plano de reinstalação foi elaborado no quadro do cessar fogo concluído em Estocolmo em dezembro de 2018.

Devia começar em Janeiro de 2019 mas a sua implementação foi entravada devido à desconfiança entre os hutis e as forças do governo no exílio apoiadas por uma coligação liderada pela Arábia saudita.

A coligação acusa os hutis de utilizar os portos do mar Vermelho para introduzir armas no Iémen, o que é desmentido pelos rebeldes.

De notar que um membro do governo iémenita, que é apoiado pela coligação, contestou ontem a veracidade das evacuações e evocou uma "encenação" dos rebeldes hutis.

ONU diz que rebeldes saem de portos no Iémen que contesta 12/05/2019 ouvir