rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo
Urgente
TPI recorre da absolvição de Laurent Gbagbo

Afeganistão Cessar-Fogo Sociedade civil Talibã

Publicado a • Modificado a

Afganistão: Loya Jirga pede cessar-fogo governo-talibãs

media
As mulheres participam na Loya Jirga em Cabul Reuters/Omar Sobhani

O apelo surge no final da Loya Jirga, a grande assembleia que reuniu, durante quatro dias, mais de 3 mil pessoas, entre políticos, responsáveis religiosos, dirigentes comunitários e outros membros da sociedade civil.


De fora da Loya Jirga, ficaram os talibãs, os  insurrectos, o chefe do executivo, os dois candidatos presidenciais e o ex-presidente Hamid Karzai.

Apesar das ausências institucionais, a Loya Jirga afegã que, reuniu 51 grupos diferentes da sociedade, pede um cessar-fogo "imediato e permanente", que começaria com o Ramadão, no início da próxima semana, lê-de na resolução final do encontro.

O documento diz que o objectivo desta trégua entre talibãs e governo é respeitar a vontade e as exigências da maioria da população.

A resolução, composta por 23 pontos, define os limites do acordo de paz; estabelece um calendário para retirada das tropas da NATO, a preservação de todos os direitos dos afegãos, incluindo das mulheres, e ainda a abertura duma delegação política dos talibãs em Cabul.

No discurso de encerramento, o presidente afegão, Ashraf Ghani, disse estar pronto a por em prática o cessar-fogo. No entanto, Ghani sublinha que não pode ser "um só lado" a fazê-lo.

Os talibãs fizeram já saber que rejeitam a resolução da loya jirga

Por seu turno, os insurectos, que também não participaram no encontro, estão reunidos, em Doha, com o emissário americano para a paz, apesar de considerarem que as autoridades afegãs, ausentes destes encontros bilaterais, são "marionetas" de Washington.

Muitos afegãos temem  que um acordo "precipitado" entre americanos e insurectos comprometa os avanços feitos pela sociedade afegã desde 2001, quando os talibãs foram retirados do poder.

Para lá destas reuniões, a guerra fratricida continua nas províncias afegãs.

Os Estados Unidos dizem que os ataques jihadistas aumentaram entre novembro de 2018 e finais de janeiro de 2019.

As Nações Unidas garantem uma diminuição das vítimas civis no primeiro trimestre de 2019.