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Presidenciais na Ucrânia: prudência no Kremlin

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Volodymyr Zelensky, o novo presidente eleito da Ucrânia, pouco depois do anúncio da sua vitória neste domingo 21 de Abril de 2019. Sergei GAPON / AFP

O actor Volodymyr Zelensky vence presidenciais; abre uma nova página na história dum país em guerra às portas da União Europeia,  gerando esperança e incerteza pelo mundo.  


O actor e noviço nas lides políticas, Volodymyr Zelensky, de 41 anos, chega à presidência da Ucrânia, arrebatando 73,2 por cento dos votos, sem um programa definido e com promessas contra o sistema.

O presidente eleito da Ucrânia derrota, assim, o ainda chefe de Estado Petro Porochenko, um veterano da política que consegue apenas 24,4 por cento dos votos.

Num país acossado pela corrupção, pelas dificuldades económicas e por uma guerra mortífera, Zelensky contribui assim para a vaga mundial contra as elites, sem se desviar, no entanto, dos seus objectivos pró-ocidentais.

O presidente actor foi, entretanto, felicitado pelos seus homólogos.

Emmanuel Macron e Donald Trump fizeram-no através do telefone.

O Kremlin, por seu turno, fez saber que é "cedo demais" para se falar sobre "um trabalho em comum".

Para o Kremlin, vai ser possível apenas trabalhar sobre casos específicos.

Por seu turno, o primeiro-ministro russo acrescentou que a eleição de Zelensky abre uma oportunidade de melhorar as relações bilaterais.

No entanto, Medvedev diz não ter "ilusões" sobre dois países que vivem no fio da navalha desde 2014, com a Ucrânia virou para ocidente, após a anexação da Crimeia por Moscovo, que fez mais de 13 mil mortos.

Mais pormenores aqui com Teresa Xavier.

O rescaldo das presidenciais na Ucrânia 22/04/2019 ouvir