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Brasil/EUA: Bolsonaro recebido por Trump

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Desembarque do presidente Jair Bolsonaro na Base Aérea de Andrews, perto de Washington, nos Estados Unidos. Isac Nóbrega/PR

Nos Estados Unidos o presidente Donald Trump recebeu nesta terça-feira o seu homólogo brasileiro. Jair Bolsonaro fez questão em vincar que é um amigo dos americanos, contrariamente a vários dos seus antecessores. O seu anfitrião americano alega que os dois países nunca estiveram tão próximos.


O encontro dos dois estadistas na capital norte-americana inclui um almoço de trabalho antes de uma conferência de imprensa conjunta.

O presidente brasileiro vincou, ainda antes do encontro, ter muito em comum com Trump que ele diz muito apreciar. Este, por sua vez, tinha dado os parabéns na rede Twitter, logo no dia da tomada de posse do chefe de Estado do Brasil, alegando que a América estava com ele.

Jair Bolsonaro, chefe de Estado do Brasil 19/03/2019 ouvir

O Brasil pretendia aderir à OCDE, um clube de democracias tidas como prósperas. Washington deve garantir o seu apoio a esta adesão.

Os Estados Unidos poderiam, também, atribuir ao Brasil o estatuto de "aliado preferencial fora da NATO", a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Um novo estatuto que abriria portas para a tecnologia, cooperação e recursos de defesa entre "as duas maiores economias do hemisfério ocidental", como salientado pela administração Trump.

A crise na Venezuela, com uma crise humanitária que tem implicado a chegada de milhares de venezuelanos aos países limítrofes, caso do Brasil, é assunto incontornável entre os dois estadistas.

Já esta segunda-feira ambos os países anunciaram um acordo de cooperação tecnológica em torno da base de Alcântara, no Estado nortenho do Maranhão, no Brasil.

O gigante sul-americano poderia, desta feita, entrar no leque restrito de países em termos de lançamentos de satélites, podendo entrar em concurrência com a base francesa de Kuru, na Guiana.

A base em causa de 620 km2 tem uma situação ideal dada a sua proximidade da linha do equador, permitindo fazer economias de combustível em cerca de 30% para os lançamentos e garantindo o embarque de cargas mais pesadas.

O novo acordo tem ainda que ser ratificado pelos parlamentos de ambos os países.

No ano de 2000 o parlamento brasileiro acabou por invalidar um acordo semelhante com os Estados Unidos alegando amaças que pairariam sobre a soberania nacional.