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Mundo reage ao fiasco de Hanói

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Presidente americano Donald Trump (esquerda) e líder norte-coerano Kim Jong Un (direita) em Hanói a 28 de Fevereiro de 2019. Saul LOEB / AFP

A presidência sul-coreana alega ser "de lamentar" a falta de acordo entre o líder da Coreia do Norte e o presidente norte-americano. Já a China exprimiu o desejo de que o diálogo prossiga entre Washington e Pyongyang alegando que nem tudo pode ser revolvido "do dia para a noite".


Na sequência do fiasco da Cimeira de Hanói o índice da Bolsa de Seul fechou mesmo com um recuo de 1,7% e a divisa sul-coerana, o won, também perdeu terreno face ao dólar.

As reacções internacionais foram de pesar da parte da Coreia do Sul. O porta-voz da presidência sul-coreana emitiu um comunicado ser "de lamentar" a falta de um acordo entre os protagonistas da cimeira da capital vietnamita.

"Parece claro que muitos progressos significativos foram realizados, mais que em qualquer outro momento no passado", ressalva, porém, Kim Eui-kyeom, porta-voz da presidência sul-coreana.

Já Pequim, o principal aliado de Pyongyang, apelou à prossecução do diálogo salientando que o dossier nuclear norte-coreano não pode ser resolvido "do dia para a noite".

Por seu lado na conferência de imprensa de encerramento da cimeira Donald Trump, presidente norte-americano, atribuíu à exigência norte-coreana do levantamento integral das sanções a responsabilidade do fracasso negocial em Hanói.

José Pedro Matias, enviado à capital vietnamita da Plataforma Global Media, acompanhou as duas cimeiras Estados Unidos / Coreia do Norte de Singapura e de Hanói.

Ele admite que desta reunião pouco ou nada de tangível se alcançou, à parte a proximidade afectiva que quiseram testemunhar os dois dirigentes.

José Carlos Matias, enviado a Hanói da Plataforma Global Media 28/02/2019 ouvir