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Tensão entre a Índia e o Paquistão subiu de patamar

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"O Paquistão não hesitará um segundo em contra-atacar", declarou o Primeiro - ministro paquistanês, Imran Khan (foto de ilustração) REUTERS/Thomas

A Índia tinha prometido "fazer pagar caro" aos responsáveis do atentado-suicida de Quinta - feira passada, na Cachemira indiana. E a tensão entre a Índia e o Paquistão aumentou, hoje, depois de o Paquistão ter afirmado que responderia a qualquer agressão da Índia.


Ainda em estado de choque depois do atentado da passada Quinta-feira, a Índia pediu hoje ao seu vizinho Paquistão uma acção "forte e visível" contra os responsáveis daquele ataque, que matou 41 paramiliatares indianos na Cachemira.

Cabe aqui salientar que este foi o mais violento atentado desde o início da rebelião separatista em 1989, e foi reivindicado pelo grupo islamita Jaish-e-Mohamed (Exército de Maomé), sediado no Paquistão.

Como resposta, o Primeiro - ministro paquistanês, Imran Khan, veio hoje à televisão afirmar que o seu País está pronto a colaborar com a Índia acerca deste atentado, mas pediu provas do envolvimento de paquistaneses, e aproveitou para sublinhar que o seu País responderá, em caso de ataque.

Um pouco antes, o Ministro dos Negócios estrangeiros paquistanês, Shah Mahmood Qureshi, tinha feito um apelo ao Secretário - geral da ONU, António Guterres, para que intervenha, alegando que a tensão está a aumentar entre os dois Países, e que o Paquistão se sente ameaçado.

Com efeito, a India não é o unico País a acusar o Paquistão de apoiar o terrorismo : O Irão, que foi igualmente alvo dum atentado, na semana passada, que tinha causado a morte de 27 guardas da Revolução, também acusa as forças de segurança do Paquistão de apoiar o movimento que cometeu aquele ataque.

Recorde-se que a Índia e o Paquistão já travaram três guerras pela Cachemira, região do Himalaia reivindicada desde o fim da colonização britânica, em 1947.

Mas hoje, os dois "irmãos inimigos" possuem a arma nuclear, e tanto o Irão como a Arábia Saudita têm interesses na região, e podem vir a envenenar ainda mais as relações indo-paquistanesas.