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Morte de Kashoggi foi premeditada

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Jamal Khashoggi AFP 2018 OZAN KOSE

A morte do jornalista saudita Jamal Kashoggi foi premeditada, planeada e concretizada por representantes da Arábia Saudita. As conclusões constam no comunicado apresentado pela relatora especial da ONU, Agnes Callamard.


A relatora especial da ONU, Agnes Callamard, afirma ter provas de que a morte do jornalista Jamal Kashoggi foi premeditada e concretizada por representantes da Arábia Saudita.

As declarações surgem após uma semana de investigações em Istambul. Duarte Nuno Vieira, que integra a comissão de inquérito da ONU, explica as principais conclusões desta investigação.

“ O que a relatora especial diz é que os indícios que tem neste momento apontam no sentido de uma morte premeditada, planeada e concretizada com intervenção das autoridades oficiais”, referiu.

Todavia, o perito forense português reconhece que faltam ainda alguns elementos para que sejam elaboradas as conclusões finais do relatório.

“A relatora especial aguarda por uma série de resultados forenses concretizados pelas autoridades turcas. Ela própria diz, também no comunicado, que pediu uma ida à Arábia Saudita para reunir com as autoridades, para saber o que está a ser feito em termos de investigação forense.

Vamos ver se isso lhe é concedido ou não. Será depois,na posse desses elementos, que ela elaborará as conclusões finais”, explicou.

Duarte Nuno Vieira, perito forense português 08/02/2019 ouvir

O relatório deverá ser apresentado ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas no mês de Junho.

O jornalista saudita Jamal Khashoggi entrou a 2 de Outubro de 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, onde foi morto por agentes sauditas.