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Macron: "Podemos e devemos fazer melhor"

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Presidente francês, Emmanuel Macron Michel Euler/Pool via REUTERS

No tradicional discurso de fim de ano, o Presidente francês desejou “verdade, dignidade e esperança" em 2019. Emmanuel Macron mostrou-se compreensivo com os que criticam as mudanças e pediu paciência,“os resultados não são imediatos”.


"Alguns usam o pretexto de falarem em nome do povo - mas qual povo, de onde? como? Não sendo mais do que porta-vozes de uma multidão odiosa, que ataca os eleitos, as forças da ordem, os jornalistas, os judeus, os estrangeiros, os homossexuais, são simplesmente a negação da França", afirmou Emmanuel Macron numa alocução transmitida nos principais canais televisivos.

"Podemos fazer melhor e devemos fazer melhor".

O movimento dos "coletes amarelos", que protesta desde meados de Novembro contra a política social e fiscal, tem desestabilizado o executivo francês.

O chefe de Estado avaliou que "os resultados" das reformas promovidas desde o início de seu mandato "não podem ser imediatas" e que a "impaciência, que compartilha, não deve justificar a renúncia" a estas reformas.

Sem citar os "coletes amarelos", Emmanuel Macron admitiu que "o grande sofrimento e a raiva vem de longe: raiva contra a injustiça, contra o curso da globalização as vezes incompreensível, raiva contra um sistema administrativo cada vez mais complexo e sem indulgência".

A tensão social acentuada nas últimas semanas obrigou o executivo a reforçar o dispositivo de segurança com 148.000 membros das forças de ordem destacados pelo território francês.

As festividades decorreram sem incidentes. O movimento coletes amarelos não se resignam e voltaram a apelar para mais manifestações, a poucos dias do início do debate nacional.

Eis aqui um extracto da intervenção de Emmanuel Macron.

"Vi ultimamente coisas impensáveis e ouvi o inaceitável.

Certas pessoas a pegarem no pretexto de falar em nome do povo, mas pergunto: qual, de onde, como ?

Elas não são mais do que porta-vozes do que uma multidão de ódio que escolhe como alvo os dirigentes eleitos, as forças de segurança, os jornalistas, os judeus, os estrangeiros, os homossexuais... isto é, simplesmente, a negação da França.

O povo é soberano e exprime-se aquando das eleições para escolher aí os seus representantes que fazem a lei precisamente por sermos um Estado de direito.

A ordem republicana será garantida sem condescendência."

Presidente francês, Emmanuel Macron 01/01/2019 ouvir