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Multilateralismo ou bilateralismo na Cimeira do G20 de Argentina?

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Emmanuel Macron, Xi Jinping, Donald Trump e Mohamed bin Salmán, antes do G20 de Argentina France24

Os chefes de estado e de governo dos países membros do G20, reúnem-se, no sábado e domingo, em Buenos Aires, no quadro de mais uma cimeira, que se quer que seja de reforço do multilateralismo e comércio livre. Mas antes do começo da cimeira, falou-se mais de um encontro entre os presidentes Trump e Putin, que o chefe da Casa Branca, anulou, porque não houve avanços sobre o conflito entre a Rússia e Ucrânia.


O presidente americano, Donald Trump, anunciou hoje na sua conta twitter, que não terá encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, à margem da cimeira do G20, deste fim-de-semana, na Argentina.

"Com base no facto de que a Rússia não devolveu os navios e marinheiros à Ucrânia, decidi que seria melhor para todas as partes cancelar o encontro na Argentina previamente marcado com o presidente Vladimir Putin.

"Estarei disponível para uma cimeira significativa logo que esta situação estiver resolvida", sublinhou, o presidente Trump.

Este encontro entre Trump e Putin estava a fagocitar a cimeira dos chefes de estado e de governo do G20 no sábado e domingo, em Buenos Aires.

A cimeira vai decorrer debaixo de um forte dispositivo de segurança, mas mesmo assim, as autoridades argentinas receiam que haja derrapagens, já que manifestantes radicais querem perturbar os trabalhos deste G20, como aconteceu o ano passado, em Hamburgo, na Alemanha.

O multilateralismo e comércio mundial são temas desta cimeira, mas o Presidente americano que prefere uma cooperação bilateral, já previu encontro, noemadamente, com o seu homólogo chinês, Xi Jinping.

Continua-se a falar numa guerra comercial entre os 2 países, com o presidente Trump, ameaçando taxar produtos exportados pela China para os Estados Unidos.

"Esperamos que os Estados Unidos e a China, possam fazer concessões mútuas para podermos avançar", declarou o ministro chinês do comércio.

Os países europeus sacudidos pelo Brexit e o avanço do populismo vão no entanto apostar no multilateralismo que está na origem mesmo do primeiro encontro dos líderes do G20 em 2008 em plena financeira.  

"Se não mostrarmos avanços concretos, as nossas reuniões internacionais, tornar-se-ão inúteis e contraproducentes, advertiu o presidente francês, Emmanuel Macron, numa entrevista ao jornal argentino, La Nacion. 

Para os mais optimistas, a assinatura de um novo acordo comercial entre os Estados Unidos, o Canadá e o México, mostra que a administração americana pode renunciar à sua retórica marcial.

Resta saber, se os Estados Unidos assinarão o comunicado final do G20, como é tradicional nos grandes encontros internacionais.

Cimeira do G20 em Buenos Aires na Argentina 29/11/2018 ouvir