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Publicado a • Modificado a

Presidente da Ucrânia decreta Lei Marcial

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Navios de guerra ucranianos no porto de Odessa, no Mar Negro. Ucrânia, 26 de Novembro de 2018. REUTERS/Yevgeny Volokin

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, decretou hoje a lei marcial no seu País. As condições da sua aplicação ainda não são conhecidas na sua totalidade, mas sabe-se que ela estará vigente durante um mês em dez regiões fronteiriças e costeiras.


A Lei Marcial na Ucrânia é a resposta à captura - pela Guarda Costeira russa - de três navios da Marinha ucraniana no passado Domingo, quando esses navios   tentavam chegar ao Mar de Azov, através do estreito de Kerch, controlado pela Rússia.

As autoridades ucranianas asseguraram que a lei marcial ( que permite mobilizar os cidadãos, controlar os meios de comunicação, e limitar os encontros públicos), é essencialmente "preventiva".
 

Recorde-se que o incidente ocorrido no passado Domingo, foi o primeiro atrito de carácter militar entre Moscovo e Kiev desde a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014, e constitui uma subida de tom no conflito a Leste da Ucrânia, que opõe forças ucranianas e separatistas pró-russos, e que já causou cerca de 10.000 mortos.

Depois de promulgada a Lei Marcial na Ucrânia, o Presidente  Donald Trump ameaçou cancelar o encontro previsto para o final de semana com Vladimir Putin, durante a cimeira do G20, na Argentina.

Por seu turno, o chefe da diplomacia russa, Sergueï Lavrov, acusou hoje os Estados Unidos e certas capitais europeias de tolerarem "os caprinchos" de Kiev, e sublinhou que o incidente do passado Domingo foi uma provocação.

Para Nuno Barrento de Lemos Pires, Coronel da Academia Militar Portuguesa, apesar das Nações Unidas não terem peso militar, e do Conselho de Segurança da ONU estar dependente dos membros - inclusive a Rússia - que tem direito de veto, ter o apoio da comunidade internacional pode ajudar os ucranianos a fazer recuar os russos, ou vice-versa. Oiça aqui :

Nuno Barrento de Lemos Pires, Coronel da Academia Militar Portuguesa 28/11/2018 ouvir

O Coronel da Academia Militar Portuguesa Nuno Barrento de Lemos Pires respondia às perguntas de Marco Matins.