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Trump introduz novas sanções contra o Irão

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Donald Trump, Presidente norte-americano. REUTERS/Carlos Barria

A Administração Trump vai reintroduzir todas as sanções contra o Irão, sanções que foram abolidas no âmbito do acordo sobre o nuclear assinado em 2015 com o Estado iraniano. A União Europeia e o Irão já reagiram.


Os Estados Unidos, pela voz do seu Presidente Donald Trump, consideram que os termos do acordo com os iranianos são inaceitáveis e que o Irão continua a desenvolver um programa de mísseis balísticos.

A decisão da Administração norte-americana, de reintroduzir as sanções no país, vai entrar em vigor na segunda-feira 5 de Novembro. Esse novo conjunto de sanções contra o Irão vai centrar-se nos sectores bancário e da energia, em particular no petróleo.

No entanto, sabe-se que oito países ainda não identificados não serão penalizados caso continuem a importar petróleo iraniano. Mike Pompeo, Secretário de Estado norte-americano, assegurou desde já que nenhum país da União Europeia faz parte dessas excepções.

Num comunicado comum, a União Europeia, a França, o Reino Unido e a Alemanha, lamentaram a decisão norte-americana.

A dois dias da entrada em vigor das novas sanções americanas, o guia supremo do Irão, Ali Khamenei, acusou o presidente norte-americano de "desacreditar" os Estados Unidos, afirmando que "este novo presidente norte-americano (...) desacreditou o que restava do prestígio dos Estados Unidos e da democracia".

Recorde-se que há seis meses, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou o país do acordo sobre o nuclear iraniano.