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Trump autoriza tropas a atirar contra os migrantes

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Donald Trump na Casa Branca durante o seu discurso sobre os migrantes ontem no dia 1 de Novembro. REUTERS/Kevin Lamarque

A quatro dias das eleições de meio mandato, Trump -em plena digressão por vários estados continua a galvanizar os seus apoiantes em torno da temática da imigração, a etapa de hoje conduzindo o Presidente para o Estado conservador do Indiana que nas presidenciais de finais de 2016 lhe tinha concedido 57% dos seus votos.


O dia de hoje começou com uma tonalidade positiva para o Presidente americano. Num tweet matinal, Donald Trump comentou os últimos dados sobre a economia americana. No mês de Outubro, 250 mil empregos suplementares foram criados, a taxa de desemprego permanece nos 3,7%, acelera-se o aumento dos salários em 3,1%, um ritmo superior ao aumento da inflação. "Números incríveis! Continuem assim!" exclamou-se esta manhã o presidente antes de rematar "votem republicano".

Contudo, muito para além da economia, o fulcro da campanha de Trump continua a ser a imigração. À medida que se vai aproximando a data das eleições de meio mandato, a 6 de Novembro, o Presidente Trump vai aumentando também a intensidade dos ataques contra os democratas que apelida de "partido do caos e da criminalidade" e contra os imigrantes.

Perante a perspectiva da chegada de milhares de migrantes da América Central que qualifica de "invasão", já não são uns 7 mil militares, mas sim 15 mil homens que ele promete enviar para as fronteiras do sul dos Estados Unidos. Até Domingo, de acordo com o exército, um pouco mais de 5 mil militares vão juntar-se a uns 2 mil que já se encontram no terreno há meses.

"E se lançarem pedras como o fizeram com a polícia e o exército mexicano, digo-o, podem considerar isso como uma arma de fogo", lançou ontem o Presidente americano referindo que o exército poderia atirar contra os migrantes que tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Sem entrar em pormenores, um porta-voz do pentágono declarou, quanto a si, que os militares "têm o direito à legítima defesa" e que "respeitarão a lei". Segundo a lei, os militares desdobrados na fronteira, apenas têm direito de utilizar a força se forem confrontados com ameaças de morte ou de ferimento sério".

Fiel à sua lógica, o Presidente rematou ainda que vai assinar um decreto sobre a questão das migrações na semana que vem e referiu que os migrantes que forem detidos na fronteira serão colocados em campos constituídos de tendas e outras instalações até que o seu pedido de asilo seja aceite ou que eles sejam expulsos.