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Advogado de Cristiano Ronaldo critica os meios de comunicação

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Cristiano Ronaldo, avançado da Juventus. REUTERS/Alberto Lingria

O caso Cristiano Ronaldo continua a dar que falar. Nesta quarta-feira o advogado norte-americano do internacional português, Peter Shane Christiansen, defendeu o seu cliente, enquanto a polícia de Las Vegas admitiu que vai desejar ouvir Cristiano Ronaldo relativamente a esses factos.


O maior caso extra-futebol do momento é a acusação de violação de Kathryn Mayorga contra o internacional português Cristiano Ronaldo. Os factos teriam acontecidos em Junho de 2009.

Nesta quarta-feira 10 de Outubro, foi a vez do advogado de Cristiano Ronaldo, o norte-americano Peter Shane Christiansen, reagir com um extenso comunicado onde explica a posição do jogador português, refutando a qualquer momento que houve violação da alegada vítima, Kathryn Mayorga.

Leia o comunicado de Peter Shane Christiansen:

"Fui contratado para representar Cristiano Ronaldo na sequência de uma recente acção cível baseada em eventos supostamente ocorridos em 2009, e que culminaram com a celebração de um acordo, mediante o qual as partes renunciaram a quaisquer outros direitos. Atento o incumprimento desse acordo pela outra parte, bem como as acusações inflamadas que se foram sucedendo nos dias seguintes, Cristiano Ronaldo vê-se forçado a quebrar o silêncio, sendo certo que o dito acordo lhe autoriza uma 'reacção proporcional' em caso de violação pela contraparte.

Para que não subsistam dúvidas: Cristiano Ronaldo nega veementemente todas as acusações constantes da referida acção cível, em coerência com o que tem feito nos últimos 9 anos.

Os documentos que supostamente contêm declarações do Sr. Ronaldo e foram reproduzidos nos media são puras invenções.

Em 2015, dezenas de entidades (incluindo sociedades de advogados) em diferentes partes da Europa foram atacadas e os seus dados electrónicos roubados por um criminoso cibernético.

Esse hacker tentou vender tal informação, e um meio de comunicação acabou irresponsavelmente por publicar alguns dos documentos roubados, partes significativas dos quais foram alteradas e/ou completamente fabricadas. Uma vez mais, para que não haja dúvidas, a posição de Cristiano Ronaldo sempre foi, e continua a ser, a de que o que aconteceu em 2009 em Las Vegas foi completamente consensual.

Cristiano Ronaldo não nega que aceitou celebrar um acordo, mas as razões que o levaram a fazê-lo estão, no mínimo, a ser distorcidas. Esse acordo não representa de modo algum uma confissão de culpa. O que aconteceu foi simplesmente que Cristiano Ronaldo se limitou a seguir o conselho dos seus assessores no sentido de pôr termo às acusações ultrajantes feitas contra ele, a fim justamente de evitar então tentativas, como aquelas a que estamos a assistir agora, de destruição de uma reputação construída graças a um trabalho intenso, capacidade atlética e correcção de comportamento. Infelizmente, vê-se agora envolvido no tipo de litigiosidade que é muito comum nos Estados Unidos.

Embora Cristiano Ronaldo esteja acostumado a ser objecto da atenção dos media, inerente à circunstância de ser uma pessoa famosa, é absolutamente deplorável que meios de comunicação continuem a propagar e a estimular uma campanha intencional de difamação baseada em documentos digitais roubados e facilmente manipuláveis.

Cristiano Ronaldo mandatou os seus advogados nos Estados Unidos e na Europa para se ocuparem de todos os aspectos legais e manifesta plena confiança em que a verdade prevalecerá, não obstante o corrupio de contra-informação, e em que as leis de Nevada serão aplicadas e respeitadas".

Ainda nesta quarta-feira, a imprensa italiana avança com declarações de Jacinto Rivera, porta-voz da polícia daquela cidade do estado do Nevada, afirmando que Cristiano Ronaldo deverá ser ouvido pela polícia de Las Vegas: "O Cristiano Ronaldo não está acusado de nenhum delito. O mais provável é que Ronaldo seja ouvido, mas como pessoa interessada nos acontecimentos e não como arguido", admitiu, lembrando ainda que a polícia norte-americana "não perdeu as prova".

Segundo a imprensa portuguesa, a defesa de Cristiano Ronaldo vai basear-se nos seguintes argumentos: "Um dos principais argumentos que o craque irá usar prende-se com o facto de ter sido pressionado pelo clube merengue - Real Madrid - a assinar o acordo e a pagar uma indemnização à norte-americana. Os advogados dos merengues e do português reuniram-se várias vezes para delinear a melhor estratégia para responder ao caso. Contra a vontade de Ronaldo - que sempre se recusou a pagar, uma vez que garantia estar inocente - o documento acabou por ser finalizado em janeiro de 2010".