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Prémio Nobel Medicina Cancro

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Nobel da Medicina para investigadores da luta contra o cancro

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O prémio Nobel de Medicina de 2018 foi atribuído aos imunologistas James P. Allison eTasuku Honjo News Agency/Fredrik Sandberg via REUTERS

O americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo ganharam o Prémio Nobel da Medicina. O Comité Nobel recompensou os seus trabalhos que teriam revolucionado o tratamento do cancro. Em causa a "descoberta de uma terapia contra o cancro através da inibição da regulação imune negativa".


A imunoterapeia teria sido particularmente eficaz no tratamento de cancros muito activos.

A Assembleia Nobel do Instituto Karolinska de Estocolmo realçou ainda que "ao estimular a capacidade do nosso sistema imunitário a atacar as células cancerígenas os vencedores do prémio Nobel deste ano implementaram um príncipio completamente novo para tratar o cancro".

Ambos os cientistas teriam com brio conseguido "largar os travões" e "carregar nos pedais correctos de aceleração" do sistema imunitário por forma a que ele consiga "neutralizar micro-organismos estranhos", especificiou o júri.

O professor de imunologia no Centro do cancro da Universidade americana do Texas James P Allison, de 70 anos, ouvido pela agência de imprensa sueca TT, afirmou "sonhar [com o prémio Nobel], mas não pensei que ele se tornasse realidade".

O outro vencedor é Tasuku Honjo, professor de 76 anos na Universidade de Quioto, no Japão.

Ambos os distinguidos já tinham recebido conjuntamente em 2014 o prémio Tang, tido como a versão asiática dos prémios Nobel.

Após a medicina serão anunciados nesta terça a física, a química na quarta, a paz na sexta e a economia na segunda.

Pela primeira vez desde 1949 o anúncio do prémio Nobel de literatura foi adiado por um ano devido a escândalos internos.

Hoje mesmo um francês de 72 anos foi condenado a dois anos de cadeia na Suécia por violação num caso ligado ao movimento de luta contra o assédio sexual MeToo.

Jean-Claude Arnault foi condenado pela violação por duas vezes em Outubro e em Dezembro de 2011 de uma jovem num apartamento de Estocolmo, a capital sueca.

Segundo a juiz Gudrun Antemar ele foi condenado nesta segunda, 1 de Outubro, só pelo caso de Outubro.

Arnault é casado com uma senhora que faz parte da Academia e mantinha laços estreitos com a instituição mergulhada numa crise em torno do caso.

Os testemunhos de 18 mulheres, incluindo a queixosa, foram publicados pelo diário Dagens Nyheter acusando o francês de violação ou agressão sexual.

O escândalo foi revelado em Novembro de 2017, um mês após as revelações sobre violações e agressões sexuais atribuídas ao produtor de cinema norte-americano Harvey Weinstein.