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Filipinas prestes a serem varridas por tufão Mangkhut

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O tufão Mangkhut deve chegar este Sábado às Filipinas. AGUSTIN PAULLIER / AFP

As autoridades filipinas elevaram o seu nível de alerta na perspectiva da chegada este Sábado do tufão Mangkhut à sua zona norte. Considerada "extremamente destruidora" com fortes chuvas e ventos podendo chegar aos 255 quilómetros/hora, esta tempestade é desde já considerada a mais violenta desde o começo do ano no arquipélago.


Milhares de pessoas foram evacuadas das zonas costeiras, designadamente em Luzon, principal ilha das Filipinas onde milhões de habitantes têm estado a reforçar as suas habitações de modo a barricar-se. De acordo com a protecção civil local, "poderia haver ondas altas como edifícios com quatro andares" e "casas poderiam ser destruídas, sobretudo as habitações feitas com materiais precários, as mais frequentes nas zonas costeiras". Ainda segundo as autoridades, as províncias de Cagayan e Isabela, no norte daquela ilha, poderiam ser as mais afectadas, encontrando-se precisamente na trajectória do tufão com uma amplitude de 900 quilómetros.

Os restantes serviços regionais de meteorologia estão também de sobreaviso, calculando-se que a seguir às Filipinas, o tufão poderia varrer Hong Kong, a China e o Vietname. Marta Melo, jornalista na Rádio Macau, deu conta à RFI das precauções que estão a ser tomadas pelas autoridades e populações locais.

Marta Melo, jornalista da Rádio Macau 14/09/2018 ouvir

Refira-se, paralelamente, que a costa leste dos Estados Unidos está a ser igualmente atingida por um fenómeno meteorológico extremo, o furacão Florence. Desde esta manhã, esta tempestade está a varrer a Carolina do norte e a Carolina do Sul com ventos violentos, chuvas torrenciais, as autoridades antevendo o risco de inundações repentinas.

Um milhão de pessoas foram evacuadas nesses dois estados, sendo que praticamente 500 mil ficaram sem electricidade, não tendo havido até agora registo de vítimas. De acordo com a Agência Federal Americana das Situações de Urgência, o furacão vai continuar a representar uma ameaça importante "durante ainda 24 a 36 horas".