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Aquarius: 141 migrantes à deriva

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Migrantes descansam a bordo do Aquarius, a 12 de Agosto de 2018, após terem sido socorridos ao largo das costas da Líbia. REUTERS/Guglielmo Mangiapane

O navio Aquarius está à deriva perto de Malta e da ilha italiana de Lampedusa com a bordo 141 refugiados resgatados no Mar Mediterrâneo. Malta, Itália e a Líbia descartaram receber a embarcação da SOS Méditerrannée e da Médicos sem fronteiras (MSF).


Os migrantes a bordo do Aquarius foram resgatados de dois navios no Mar Mediterrâneo na passada sexta-feira.

A maior parte das pessoas são provenientes da Etiópia e da Eritreia, dois países do Corno de África com registo de situações preocupantes em termos de direitos humanos.

A Líbia descartou poder garantir a segurança dos passageiros em caso de desembarque em território seu.

O direito marítimo internacional prevê que o desembarque se faça num "porto seguro", mas tanto Malta como a Itália descartaram acolher o navio.

Idêntica situação ocorrera em Junho com 630 migrantes a bordo do Aquarius a ficarem à deriva por tanto um país como outro terem recusado acolhê-lo.

Acabara por ser a Espanha a prontificar-se em acolher os migrantes no porto de Valência.

Uma cimeira europeia tivera lugar decretando a criação de centros de desembarque em países da margem sul do Mar Mediterrâneo.

E isto perante uma situação em que a Itália, a Grécia e Malta se queixavam da falta de solidariedade dos seus parceiros europeus para fazer face ao afluxo de migrantes.

Ana de Lemos, directora-geral da MSF Brasil faz-nos o ponto da situação.

Ana de Lemos, directora-geral da Médicos sem fronteiras Brasil 13/08/2018 ouvir