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Incêndios voltam a ameaçar Portugal

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Incêndios voltam a ameaçar Portugal REUTERS/Rafael Marchante

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu hoje que o incêndio em Monchique terá de ser ainda combatido durante vários dias. Um ano depois dos incendios que fizeram mais de cem mortos no país, as chamas voltam a ameaçar Portugal.


Na primeira vez que falou sobre o fogo que consome a serra de Monchique, o chefe do executivo português afirmou que a ideia de que o incêndio poderá ser extinto em breve é uma "ilusão".

Mais de mil e quatrocentos bombeiros tentam travar as chamas que lavram desde sexta-feira a zona de Monchique. Seis dias depois o fogo chegou já a Portimão e Silves, a mudança constante dos ventos tem dificultado o trabalho dos bombeiros, como explicou à RFI Sérgio Vale que reside em Silves.

“Há três ou quatro dias que o vento tem uma intensidade enorme e, mais grave que isso, é um vento que muda de direcção de quinze em quinze minutos, o que dificulta muito a actividade dos bombeiros”, refere.

A estratégia de combate ao incendio, que devastou nos últimos dias cerca de 20 mil hectares, tem sido criticada por algumas associações de bombeiros que falam em “desorganização total” do combate e operacionais mal distribuídos. A Protecção Civil tem estado a retirar os habitantes das zonas ameaçadas, porém há muitos que estão a oferecer resistência.

“Aqui em Silves temos bombeiros de várias localidades do país. A maioria não conhece as zonas e não há melhor do que os residentes para darem algumas indicações, mas a Protecção Civil e a Guarda Nacional Republicana têm tido uma papel que não permite às pessoas negociar a presença nas suas casas. Algumas até estão a ser retiradas à força. Não aconteceu ainda em Silves”, afirmou Sérgio Vale.

Um ano depois dos incêndios que provocaram mais de cem mortos em Portugal, Sérgio Vale reconhece que foram tomadas algumas medidas de prevenção, todavia nota que em Monchique “muito ficou por fazer”.

“Levamos um ano a falarmos e ameaçarmos os proprietários que tinham de limpar os espaços e que tinham de ser criados caminhos para que o bombeiros e os seu carros pudessem passar, mas em Monchique ficou muito por fazer. Há vales completos que estão a arder, porque não há qualquer possibilidade dos carros dos bombeiros lá chegarem”, concluiu.

Sérgio Vale, residente em Silves 08/08/2018 ouvir