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Trump disponível para novo acordo com o Irão

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Trump diz estar “aberto” a novo acordo com o Irão REUTERS/Jonathan Ernst

Donald Trump diz estar “aberto” a um novo acordo nuclear com o regime iraniano, confirmando porém a reposição das sanções económicas contra Teerão que acusa de desestabilizar o médio Oriente.


A Casa Branca vai detalhar esta segunda – feira o novo pacote de sanções contra o Irão, porém o Presidente norte-americano diz estar “aberto” a um novo acordo nuclear com o regime iraniano.

“No momento em que mantemos a pressão económica máxima sobre o regime, eu continuo aberto a um acordo que englobe todas as actividades nefastas, incluindo o programa balístico e o apoio do regime ao terrorismo”, afirmou.

O regresso das sanções norte-americanas contra o Irão estava anunciado desde o dia 8 Maio. No entender do Presidente Donald Trump o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado por Barack Obama e pelos líderes da China, França, Rússia, Reino Unido, Alemanha e União Europeia, só beneficiava o Irão e tinha de ser renegociado.

Em reacção ao anúncio dos EUA, a União Europeia já fez saber que vai continuar a negociar com o Irão e anunciou a entrada em vigor, a partir de amanhã, de uma legislação para proteger as empresas europeias presentes no Irão.

Lei do bloqueio

A lei de bloqueio foi adoptada pela União Europeia em 1996 para contornar, na altura, as sanções americanas contra Cuba, Líbia e Irão e até à data não tinha voltado a ser utilizada. No passado mês de Julho os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros actualizaram o diploma para responder ao novo pacote de sanções anunciado pela Administração Trump contra o Irão.

A legislação visa atenuar o impacto das sanções sobre as empresas da União Europeia que desenvolvam actividades comerciais legítimas no Irão e autoriza os operadores europeus a obter indemnizações pelos danos decorrentes da aplicação das sanções extraterritoriais norte-americanas junto das pessoas que os causaram e anula o efeito na União Europeia de quaisquer decisões judiciais estrangeiras baseadas nessas sanções.

Protestos no Irão

A notícia da entrada em vigor das sanções norte-americanas chega ao Irão após uma semana de alguns protestos contra a situação económica no país, que ainda não têm dimensão nacional mas que têm terminado com críticas ao regime. Ontem o vice-governador e chefe do departamento de câmbio do Banco Central, Ahmad Araghchi, e outras quatro pessoas foram presas acusados de especular no mercado cambial.