rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

HIV Sida Saúde Medicina Europa África

Publicado a • Modificado a

ONUSIDA em alerta

media
Imagem de Ilustração. AFP FOTO/ Manjunath Kiran

O programa da ONU sobre o HIV/SIDA alerta para o facto de que em 2017 "não houve novos compromissos significativos" por parte dos doadores, temendo-se até que diminuam, referindo que a o ritmo dos progressos não está no nível desejado para atingir os objectivos de 2020.


Um total de 1,8 milhões de pessoas contraiu o vírus do HIV/SIDA no ano passado, menos 5,3% do que em 2016, enquanto o número de mortos relacionados com a doença baixou 5%, segundo estimativas da ONUSIDA. No entanto o objectivo para 2020 da organização das Nações Unidas era de chegar às 500 mil pessoas por ano. Apesar da diminuição, não é o ritmo deseja pela ONUSIDA.

A entidade revela no seu relatório anual sobre a evolução da pandemia publicado esta quarta-feira que desde o pico alcançado em 1996, as novas infeções caíram 47%, enquanto o número de mortes de 2004 desceu mais de 51%.

As indicações são boas, mas a ONUSIDA esperava que os objectivos de 2020 iam ser atingidos.

De acordo ainda com o relatório, 75% das pessoas que vivem com o VIH sabem que têm o vírus e, entre elas, 79% recebem esse tipo de tratamento, o que significa que, para 80% delas, a carga viral foi suprimida.

No final, o aumento da disponibilidade dos medicamentos resultou numa redução de 34% do número de mortes por doenças relacionadas com a Sida entre 2010 e 2017.

A Presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida, Dra. Maria Eugénia Saraiva, analisou estes dados, concordando com a ONUSIDA sobre a necessidade dos Estados continuarem a apostar nos projectos contra a Sida.

Dra. Maria Eugénia Saraiva, Presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida 18/07/2018 ouvir

Refere-se que a organização das Nações Unidas esperava que a pandemia deixasse de ser uma ameaça para a saúde até 2030.