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Turquia Recep Tayyip Erdogan Presidente Tomada de posse

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Presidente turco investido para um novo mandato

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O presidente Recep Tayyip Erdogan, reeleito no 24 de junho, durante a sua investidura esta Segunda-feira 9 de Julho. REUTERS/Umit Bektas

Reeleito no passado dia 24 de Junho com 52,6% para um segundo mandato de 5 anos, o presidente turco Recep Erdogan, no poder na Turquia desde 2003, primeiro como chefe do governo e depois como presidente a partir de 2014, tomou posse no parlamento e comprometeu-se a trabalhar de forma "imparcial" e a preservar os princípios de uma Turquia laica.


Neste dia de investidura que conta com a presença de diversos chefes de Estado e chefes do governo, nomeadamente o Presidente do Sudão, da Venezuela ou ainda o primeiro-ministro russo, o Presidente turco inaugura também uma nova página da História do seu país.

Num contexto em que beneficia já da confortável maioria conquistada nas eleições gerais pelo seu campo e apoiantes no parlamento, ele também tem em mãos mais poderes em virtude da reforma recentemente adoptada na Constituição Turca. Para além da supressão da figura do primeiro-ministro, posto ocupado até agora por Binali Yildirim, o chefe de Estado que doravante controla todo o poder executivo, poderá promulgar decretos e vai eleger 6 dos 13 juízes do Conselho dos Juízes e Procuradores, entidade que nomeia ou destitui os membros do sistema judicial.

É por conseguinte sob o signo daquilo que alguns denominam de "híper presidência" que Recep Erdogan encaminha este novo mandato, com o anúncio no passado fim-de-semana de uma nova purga de mais de 18 mil funcionários, essencialmente polícias e militares, no seu activo, Erdogan tendo-se dotado de um governo mais restrito de 16 ministros, contra 26 anteriormente, o que implicou a fusão de certos pelouros.

Estas mexidas não deixaram de suscitar críticas por parte da oposição, mas o campo de Erdogan argumenta que isto responde a uma "necessidade de maior eficácia" perante os desafios que se apresentam à Turquia, um deles sendo desde já a crise económica, com uma elevada taxa de inflação no país.