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Acordo entre Damasco e rebeldes põe fim à guerra na Síria?

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Tropas do exército sírio controlando Nassib, na fronteira com a Jordânia, na província de Deraa, após acordo de 6 de julho de 2018 Mohamad ABAZEED / AFP

Milhares de deslocados no sul da Síria estão a regressar às suas casas, indicou a ONG, Observatório sírio dos direitos humanos, depois da assinatura de um acordo sexta-feira à noite, entre o governo sírio e os rebeldes para pôr fim à ofensiva devastadora da província de Deraa, pelo exército sírio.


Após duas semanas de bombardeamentos aéreos sírios, um acordo que prevê um cessar fogo foi assinado, ontem à noite, fruto de intensas negociações entre Moscovo, aliado do governo sírio e facções rebeldes que controlavam o sul da Síria.

A ofensiva de Damasco, lançada a 19 de junho, fez pelo menos, 325.000 deslocados, segundo a ONU, dos quais, uma grande parte é instalada em acampamentos improvisados junto à fronteira com a Jordânia, ou a linha de demarcação nos Montes Golã, ocupados parcialmente por Israel.

Desde ontem à noite, "milhares de deslocados começaram a abandonar a fronteira com a Jordânia, regressando às suas aldeias, no sudeste da província de Deraa", indicou, à agência noticiosa francesa, AFP, Rami Abdel Rahmane, director do Observatório sírio dos direitos humanos.

Por seu lado, interrogado sobre o número de pessoas a regressar, o Organismo de coordenação de assuntos humanitários da ONU, OCHA, indicou não dispor de números que serão conhecidos a seu devido tempo.

Com forte apoio militar da Rússia e do Irão,  o governo da Síria, multiplicou vitórias contra os rebeldes e jiadistas, consolidando o seu poder na capital, Damasco, e região suburbana, a ponto, de reconquistar mais de 60°% do país em guerra.

Com base no acordo rubricado ontem, as instituições do Estado são repostas na região de Deraa e o "Estado sírio recupera todas as posições que estavam nas mãos dos rebeldes ao longo da fronteira jordaniana", anunciou a agência noticiosa síria, Sana.

O acordo prevê a "entrada em vigor de um cessar fogo e a entrega das armas ligeiras e pesadas pelos grupos terroristas em todas as cidades e localidades".

"Aqueles que recusarem as regras do acordo partirão para a província de Idleb com as suas famílias", sublinhou a agência síria.

Desencadeado, em 2011, com repressão de manifestações pacíficas pelo regime de Bashar al-Assad, o conflito na Síria, fez mais de 350.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

Acordo de paz entre governo sírio e rebeldes na região sul da Síria 07/07/2018 ouvir