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Migrantes do Lifeline desembarcam em Malta

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Migrantes resgatados pelo barco Lifeline, no Mar Mediterrâneo, a 21 de Junho de 2018. Hermine Poschmann/Misson-Lifeline/Handout via REUTERS

Malta deveria receber o barco Lifeline com 234 migrantes resgatados no Mar Mediterrâneo, são vários os países a aceitar recebê-los incluindo Itália, França e Portugal. A embarcação humanitária aguardava há uma semana para encontrar um porto onde pudesse acostar. Um eurodeputado português esteve a bordo da mesma e denuncia um desfecho tardio para o caso.


Segundo as autoridades de Malta quatro países teriam confirmado já a sua intenção em acolher alguns dos migrantes e dois outros equacionaram tal possibilidade.

Os governos italiano, francês e português confirmaram fazer parte dos países que aceitam acolher parte dos migrantes.

Entre as 234 pessoas constam 77 menores, dois com menos de dois anos de idade e 14 mulheres.

Muitos dentre eles seriam oriundos de uma série de países da África ao sul do Sahara segundo João Pimenta Lopes, eurodeputado português do Partido comunista, que esteve a bordo do barco na noite de domingo para segunda-feira.

As condições a bordo seriam difíceis, com muito poucas casas de banho, nomeadamente, para todas as pessoas.

O calor, mas também a humidade e a falta de higiene completam o quadro do barco ao largo de Malta.

O eurodeputado comunista português em causa analisa aqui um desfecho que, a seu ver, peca por tardio em relação às negociações mais rápidas no caso do barco comecial Alexander MAERSK, o que o leva a pensar em interesses comerciais.

João Pimenta Lopes, eurodeputado comunista português 26/06/2018 ouvir

Este segundo barco abrigava 113 pessoas ao largo da ilha italiana da Sicília até uma solução ser encontrada.

Anteriormente um outro barco humanitário, o Aquarius, chegou a Espanha a 17 de Junho com 630 migrantes a bordo após Itália e Malta lhes terem fechado as portas.

A França só numa última fase é que se prontificou em acolher parte dos migrantes do Aquarius.