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A viragem presidencialista da Turquia

Por Liliana Henriques

Depois de 15 anos no poder, primeiro como chefe do governo turco e depois como Presidente a partir de 2014, Recep Erdogan e o seu partido, o AKP - Partido da Justiça e Desenvolvimento, alcançaram ontem uma larga vitória nas eleições presidenciais e legislativas.

De acordo com resultados por enquanto provisórios baseados sobre a contagem de 99% dos votos, Erdogan obteve 52,5% dos sufrágios e a lista do seu partido obteve 53,6% dos votos nas legislativas. Apesar da União Europeia apontar uma "campanha eleitoral pouco equitativa" e embora hajam acusações de fraudes, o desfecho deste processo eleitoral foi aceite pela oposição. Encaminha-se agora um novo período para a Turquia, com a perspectiva da instauração de um regime presidencialista em que Erdogan, já sem Primeiro-ministro, poderá tomar uma serie de iniciativas sem consultar o parlamento, o Presidente tendo desde já anunciado que vai continuar as suas operações militares na vizinha Síria. Em entrevista com a RFI, Mafalda Revés, coordenadora de projectos numa ONG de apoio a refugiados em Gaziantep, junto da fronteira da Turquia com a Síria, dá conta do ambiente reinante no país.
 

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