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Hudheida debaixo de fogo

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Forças pró-governamentais, apoiadas pelos Emirados, Arábia Saudita e Sudão, lançaram esta quarta-feira uma ofensiva no porto de Hudheida REUTERS/Stringer

Forças pró-governamentais, apoiadas pelos Emirados, Arábia Saudita e Sudão, lançaram esta quarta-feira uma ofensiva no porto de Hudheida, controlado pelos rebeldes Huthis e principal entrada de ajuda no país devastado pela guerra desde 2015.


A Arábia Saudita e líderes iemenitas que apoiam, com os aliados, principalmente os Emirados Árabes Unidos e o Sudão, que têm tropas no terreno, garantem que vão expulsar o movimento huthi e começar assim “a recaptura do Iémen”.

Sobre as margens do mar vermelho, Hudheida, conta com 600 mil habitantes. É neste porto que transita uma boa parte das importações mas também a ajuda destinada à população do Iémen, um país pobre mergulhado numa terrível crise humanitária desde a intervenção da coligação árabe em 2015.

Nos últimos dias, várias ONG alertaram para o perigo desta operação e pediram, nomeadamente, ao Presidente francês, Emmanuel Macron, para pressionar a Arábia Saudita e os Emirados Unidos, os principais beligerantes desta coligação. As ONG consideram inconcebível de manter a conferência humanitária sobre o Iémen que esta prevista para 27 de Junho em Paris num contexto de guerra sobre Hudheida.