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Cimeira G7 do Canadá deu em águas de bacalhau

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Donald Trump, deixando cimeira do G7 no Canadá rumo a Singapura para encontro com Kim Jong-un REUTERS/Jonathan Ernst

Terminou na discórdia, a cimeira do G7, que decorreu em Québec, no Canadá, com o presidente americano, Donald Trump, que partiu antes do encerramento, a retirar a sua assinatura do comunicado final. Os líderes dos restantes 6 países mais ricos do mundo, nomeadamente, o presidente Macron, declararam respeitar o estipulado no comunicado final.


Mesmo antes da cimeira do G7 começar (8), em Quebeque, no Canadá, já se falava em guerra comercial e desentendimentos. Logo, apesar de um certo optimismo, a meio da cimeira, este G7 do Canadá deu em águas de bacalhau.

Donald Trump, dominou a cimeira, antes, durante e depois, defendendo, as suas posições unilaterais contra o  multilateralismo, mas fazendo crer aos seus 6 outros parceiros que poderia ser consensual, assinando o comunicado final.

Ora bem, o Presidente americano, que deixou Canadá, antes do encerramento oficial da cimeira, rumo a Singapura, para o encontro histórico com o líder da Coreia do Norte, acabou, por tuítar, do seu avião, que retirava a sua assinatura da declaração final.

O argumento de Trump, é que o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, presidente da cimeira do G7, deixou-lhe partir, para afirmar durante a conferência de imprensa final, "falsas declarações" sobre os Estados Unidos.

O primeiro-ministro do Canadá, Trudeau, declarou na conferência de imprensa, que as tarifas injustas e impostas ao seu país, pelo Presidente Trump, "exigiam uma resposta clara e firme a partir de 1 de julho".

Foi esta declaração que despoletou a fúria de Donald Trump, que no seu tweet, chamou ao primeiro-ministro canadiano, Trudeau, "desonesto e fraco", pois, o que tinha dito antes de partir da cimeira, é que "impor taxas aos Estados Unidos era uma espécie de insulto".

Assim, dava instruções aos seus representantes que ficaram para o encerramento oficial da cimeira, para retirarem a sua assinatura da declaração e do comunicado finais.

Paradoxalmente, Trump, tinha tido, um discurso consensual, na sua conferência de imprensa, elogiando o primeiro-ministro do Canadá, Trudeau, afirmando mesmo que o melhor para todos era "acabar com as tarifas, barreiras comerciais e subvenções e praticar um comércio livre." 

Por cá em Paris, a presidência da República, anunciou esta manhã que a "França e a Europa mantinham o seu apoio ao comunicado final do G7, esperando que os outros signatários façam o mesmo".

A declaração da presidência francesa, afirma ainda que "a cooperação internacional não pode depender de iras e palavrinhas", sublinhando que passaram "2  dias a trabalhar o documento final e os compromissos e que todo aquele que volta atrás demonstra a sua incoerência e sua inconsistência."

Um recado directo ao Presidente americano,que ainda não reagiu, mas que certamente o fará duma maneira ou doutra, pois, antes do arranque desta cimeira do G7, Macron e Trump, já tinham estado numa guerra de tuítes.

Conclusão: um G7, Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Alemanha, Itália e Reino Unido.que acaba na confusão.

E a prometida reunião dentro de 15 dias entre os Estados Unidos e a União europeia sobre uma política comercial mais consensual ou não terá lugar ou vai também dar em águas de bacalhau. 

Uma cimeira G7 que termina na confusão 10/06/2018 ouvir